
A proximidade de Deolane Bezerra com familiares de Marcola passou a ser um dos pontos centrais analisados pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Vernix, conforme revelado em matéria do programa "Fantástico", da TV Globo, no último domingo (24).
Segundo os investigadores, a relação da influenciadora com Francisca Alves da Silva (foto de capa), mulher de Alejandro Camacho Júnior, irmão de Marcola, ampliou as suspeitas sobre um possível envolvimento da empresária em atividades investigadas como lavagem de dinheiro.
“Ela acaba se imiscuindo (envolvendo) cada vez mais, e agora a investigação demonstra nas atividades dessa organização criminosa”, afirmou o delegado Ramon Euclides Guarnieri ao programa.
A defesa de Deolane Bezerra nega qualquer ligação dela com o crime organizado.
🚨 FANTÁSTICO EXPÕE TUDOâ—ï¸Â
— Rafa Couto (@rafacouto1988) May 25, 2026
Documentos, áudios e provas colocam DEOLANE no centro de uma investigação cada vez mais pesada sobre ligação com o PCC.
A versão de “injustiçada” ficou mais difícil de sustentar.
FAZ O L? de ladrão….ðŸÅ½¯ pic.twitter.com/gojhatKzlU
A investigação apura um suposto esquema milionário de ocultação de dinheiro atribuído aos irmãos Marcola e Alejandro Camacho Júnior, conhecido como Marcolinha. Segundo o Ministério Público e a polícia, empresas de fachada teriam sido usadas para lavar recursos ligados ao tráfico internacional de drogas.
As suspeitas envolvendo Deolane aumentaram após a identificação de transferências bancárias feitas por uma transportadora investigada para contas pessoais da influenciadora e de empresas associadas ao nome dela.
De acordo com os investigadores, os valores teriam sido pulverizados em diferentes contas antes de serem convertidos em patrimônio.
Um relatório financeiro aponta que mais de R$ 13 milhões circularam pelas contas pessoais da influenciadora entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam passado por empresas registradas em nome dela, segundo os documentos analisados pela polícia.
A investigação também afirma que empresas ligadas à influenciadora foram abertas por um contador que atuaria para pessoas relacionadas à família Camacho. Outro nome citado no inquérito é o de Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo investigado e descrito como pessoa próxima à influenciadora.
Após a prisão preventiva decretada pela Justiça, Deolane Bezerra foi transferida para o presídio feminino de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa afirma que os valores recebidos pela advogada eram pagamentos legítimos por serviços prestados na época em que atuava na advocacia criminal.
Os advogados também negam qualquer vínculo da influenciadora com a transportadora investigada ou com integrantes da facção criminosa.