Entenda como Michelle Bolsonaro ressurge como opção à Presidência nas pesquisas eleitorais

Embora a esposa de Jair Bolsonaro tenha figurado em sondagens recentes como opção opositora ao pleito de Lula, ela desautorizou a narrativa de qualquer rompimento com Flávio

26/05/2026 às 12h17
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Michelle Bolsonaro - Reprodução: Divulgação/PL
Michelle Bolsonaro - Reprodução: Divulgação/PL

Simultaneamente ao retorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao roteiro de agendas de pré-campanha presidencial, após o desgaste gerado pela divulgação de gravações envolvendo o financista Daniel Vorcaro, emergem nos corredores do PL e em alas conservadoras murmúrios sobre uma eventual candidatura da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), ao cargo de presidente.

Embora a esposa de Jair Bolsonaro tenha figurado em sondagens recentes como opção opositora ao pleito de Lula, ela desautorizou a narrativa de qualquer rompimento com Flávio, bem como refutou qualquer aspiração ao posto de comandante do Palácio do Planalto.

Michelle mantém sua pré-candidatura ao Senado pela capital federal e jamais externou, em qualquer fórum, o desejo de ocupar a Presidência. Tal inclinação inexistia inclusive quando Flávio foi oficializado como postulante em dezembro de 2025, período em que o nome ventilado era o de Tarcísio de Freitas, chefe do Executivo paulista.

Não causou estranheza o fato de Michelle, que chegou a ser aferida em estudos populacionais durante o ano passado, ter sido omitida das métricas por mais de um semestre. Contudo, o cenário sofreu uma inflexão após o episódio “Dark Horse”. Institutos como AtlasIntel, Datafolha e Futura Inteligência reintroduziram a figura dela em seus mapeamentos, estabelecendo um paralelo direto com o enteado.

Nos referidos levantamentos, Michelle apresenta um rendimento aquém ao de Flávio, tanto no embate inaugural quanto na fase decisiva, sinalizando o fortalecimento da candidatura do primogênito dos Bolsonaro como o principal contraponto a Lula.

Aposta do PL na virada de Flávio

Conforme apurado pela Gazeta do Povo, enquanto alguns aliados sustentam que a vinculação com Daniel Vorcaro inviabiliza o projeto eleitoral do senador, prevalece a tese de que o quadro é reversível, notadamente caso os próximos indicadores de intenção de voto sinalizem o fim da hegemonia política.

Adicionalmente, prevalece internamente a convicção de que é menos custoso lapidar a reputação de Flávio Bolsonaro do que investir em um perfil inédito com um cronograma exíguo, já que restam pouco mais de cento e vinte dias para o pleito. O cálculo inclui a própria Michelle que, embora possua notoriedade, carece de trajetória política consolidada.

Visando oxigenar o projeto do senador diante das recentes adversidades, sua equipe de marketing confirmou a incorporação do publicitário Eduardo Fischer como mentor estratégico de comunicação, acompanhado por seu sócio, Alexandre Oltramari. O duo traz na bagagem a experiência da corrida presidencial de Alvaro Dias (MDB) em 2018.

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