Presa, Deolane Bezerra pode ter seus perfis derrubados da web; entenda

Conforme analistas, entende-se que a manutenção da página ativa poderia ser interpretada como apologia ao delito

27/05/2026 às 09h15
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Detida há aproximadamente uma semana devido à suposta conexão com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Deolane Bezerra encara uma nova complicação perante o Ministério Público de São Paulo. Existe a possibilidade real de que sua conta no Instagram seja desativada por determinação judicial.

A terceira prisão da advogada, efetuada por agentes armados com fuzis no último dia 21, está atrelado a indícios de ocultação de valores ilícitos. A detenção ocorreu logo após seu desembarque da Itália, país onde já estava sob vigilância policial. Vale lembrar que, em setembro de 2024, ela passou por outras duas prisões.

Mas qual seria a justificativa para o banimento, ainda que provisório, de suas redes sociais? Conforme analistas, entende-se que a manutenção da página ativa poderia ser interpretada como apologia ao delito, ferindo tanto a legislação nacional quanto os termos de uso das plataformas, conforme noticiado pelo colunista Sandro Nascimento, do portal "Na Telinha".

O feed da influenciadora exibe ostentação: passeios pelo exterior, mansões de alto padrão, automóveis de luxo e itens de luxo caríssimos. Dada a atual investigação, o conteúdo digital abre margem para uma interpretação crítica: a de que o possível vínculo com organizações ilícitas seria o alicerce para sua riqueza, status e prestígio social.

Desde a última sexta-feira (22), Deolane cumpre regime fechado em um presídio do interior paulista, de onde enviou uma mensagem pública. A viúva de MC Kevin (1998-2021) reiterou sua convicção de que está sendo detida por "pura perseguição" e "por ser formadora de opinião", trazendo à tona, ainda, lembranças das suspeitas enfrentadas por ela após o falecimento do artista.

"Estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA)", defendeu-se. Ela também refutou categoricamente ser dona de quase quatro dezenas de empreendimentos registrados em seu domicílio. "Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor", concluiu a figura pública, conhecida por seu posicionamento político favorável a Lula no pleito de 2022.

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