Erika Hilton reage após PL defender escala 4x3 na Câmara: “Manobra covarde”

Sob a ótica de Hilton, essa reviravolta representa uma “manobra covarde, desonesta” arquitetada com o propósito de inviabilizar o encerramento da jornada 6x1

28/05/2026 às 11h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: UOL
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Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A parlamentar federal Erika Hilton (PSOL-SP) classificou nesta data como uma "manobra covarde" a recente mudança de postura adotada pelos congressistas da oposição na Câmara, que agora sustentam a adoção célere do regime de trabalho 4x3.

O comando do PL pleiteou que a alteração ocorra de forma a ser implementada "imediatamente". Durante o dia de ontem, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) declarou apoio à transição da jornada ainda antes do pleito eleitoral, com o intuito de evidenciar "o quanto esse governo é incompetente, é ruim".

Sob a ótica de Hilton, essa reviravolta representa uma "manobra covarde, desonesta" arquitetada com o propósito de inviabilizar o encerramento da jornada 6x1. Em entrevista ao UOL, a deputada ressaltou que o bloco oposicionista historicamente se posicionou contrariamente ao modelo 4x3, que foi trazido inicialmente pelo governo.

"Agora porque foram pressionados, porque estão enterrados até as tampas na lama da corrupção, querem limpar a própria barra, mentindo, enganando e fingindo que querem uma redução de 4x3, sabendo que isso da noite para o dia é impossível", declarou Erika Hilton (PSOL-SP) ao UOL.

Segundo a congressista, "Quem defende 4x3 vai defender 5x2". A modalidade 5x2 é a que está presente, no momento, no parecer a ser submetido à votação na Câmara nesta data, antecedendo a análise pelo plenário. Contudo, esse panorama pode ser alterado se a oposição submeter um destaque de preferência visando a jornada 4x3.

Em contrapartida, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) justificou o posicionamento: "Vamos apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4x3, porque nós somos a favor de o trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar com a sua família, e não somos hipócritas e oportunistas como esse governo".

Considerando que a extinção da jornada 6x1 possui a anuência de 70% dos brasileiros, conforme dados do Datafolha, os parlamentares em Brasília debatem formas de consolidar em lei um regime de trabalho que promova um balanço mais justo entre os períodos laborais e de repouso.

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