
Conforme dados do estudo Latam Pulse Brasil, publicado nesta quinta-feira (28) pela Atlas/Intel em parceria com a Bloomberg, a percepção desfavorável em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atinge 51% da população. Por outro lado, o índice de rejeição ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega a 59%.
Dentre os nomes na disputa, Flávio detém a imagem mais negativa. Conforme o levantamento, essa marca espelha o desgaste recente decorrente das controvérsias sobre seus vínculos com Daniel Vorcaro.
O senador solicitou recursos financeiros ao empresário para viabilizar um longa-metragem sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Após a detenção inicial de Vorcaro por suposto envolvimento em fraudes no sistema financeiro, o parlamentar compareceu à residência do financista. Conforme a justificativa de Flávio, o encontro visava comunicar a impossibilidade de manter relações comerciais com o banqueiro.
O levantamento consultou 5.032 cidadãos entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está sob o registro BR-06939/2026 no TSE.
Lula lidera como o mais bem avaliado entre as opções analisadas, sendo considerado positivo por 48% dos consultados. Fernando Haddad e Geraldo Alckmin ocupam as posições seguintes, com 45% de avaliação favorável cada.
Quanto aos pretendentes ao Planalto, Flávio surge em seguida, com 38% de imagem positiva, seguido por Ronaldo Caiado (31%), Romeu Zema (30%) e Renan Santos (17%).
83% dos brasileiros consideram que a gratuidade de remédios e produtos na Farmácia Popular constitui o maior êxito da gestão Lula.
Na sequência, destacam-se a isenção de IR para rendas de até R$ 5 mil (81%) e o fim da “taxa das blusinhas” (66%).
Para 62,9% da população, a insegurança pública é a questão mais crítica, superando o patamar de 60% pela primeira vez desde novembro.
Outras preocupações recorrentes incluem corrupção (55,1%), economia (23,3%) e violência contra a mulher (20,4%).
A corrupção é apontada como o desafio número um para o país no próximo semestre (+64pp), acompanhada pela expansão da criminalidade organizada (+32pp) e pelo crescimento no índice de roubos e furtos (+29pp).