Para Haddad, falta cooperação do governo de SP no combate ao crime organizado

O postulante petista utilizou como exemplo o desdobramento da Operação Carbono Oculto, executada em parceria pelo Ministério Público paulista e a Receita Federal, cujo foco são suspeitos de integrar esquemas de lavagem de dinheiro vinculados ao PCC no setor de combustíveis

29/05/2026 às 14h50
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Reprodução/TVT
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Fernando Haddad (PT), que busca o Palácio dos Bandeirantes, denunciou nessa última quinta-feira (28) uma suposta falta de colaboração entre o Ministério de Segurança Pública de São Paulo, sob o comando da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), e as esferas federais no enfrentamento ao crime organizado.

O postulante petista utilizou como exemplo o desdobramento da Operação Carbono Oculto, executada em parceria pelo Ministério Público paulista e a Receita Federal, cujo foco são suspeitos de integrar esquemas de lavagem de dinheiro vinculados ao PCC no setor de combustíveis. A iniciativa executa 55 ordens judiciais de busca em solo paulista, mineiro, fluminense e paranaense.

“Renegar a cooperação com a União no que diz respeito à segurança pública é um outro erro do governo do estado. Sem a cooperação da Polícia Federal, da Receita Federal, do COAF, você não consegue combater o crime organizado. Hoje está saindo uma nova operação da Receita Federal com o Ministério Público. Estão cooperando. Por que a Secretaria de Segurança Pública se recusa a cooperar com o governo federal? Com a troca de informações, com banco de dados compartilhado, com inteligência compartilhada”, questionou o ex-ministro.

A fala foi feita durante um encontro com a comunidade acadêmica em Bauru. O tema da sintonia entre Estados e União pautou intensamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública durante a atual administração federal, texto que, após o aval da Câmara, segue sendo debatido pelos senadores.

Quanto à proteção feminina, o candidato argumentou que o feminicídio “não é enfrentado com seriedade” pelas autoridades estaduais.

“Um aplicativo a mais não vai resolver o problema do feminicídio. Você precisa de um estudo sério, você precisa de gente competente na Secretaria de Segurança”, disparou Haddad, contestando a eficácia do programa SP Mulher Segura, aposta da atual administração estadual para coibir a violência de gênero.

Críticas à Sabesp

O pré-candidato também dirigiu duras palavras ao manejo do saneamento básico por Tarcísio, alegando que a desestatização da Sabesp resultou em encarecimento das faturas, com temores de que esse movimento se intensifique nas regiões interioranas.

“Eu estou muito preocupado com isso. Porque onde a população é atendida pela Sabesp, as contas estão aumentando muito. O governador prometeu, com a privatização, reduzir a tarifa de água. E está acontecendo o contrário. Em alguns casos, 6%, 10%, mas tem casos que dobrou a conta de água. Muitos casos”, sustentou.

Para fechar o tópico, ele destacou o descontentamento dos consumidores: “O índice de reclamação dos serviços de água da Sabesp tomaram a dianteira nos Procons de São Paulo. Você tem um problema”.

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