Polícia indicia Deolane e Marcola após operação e aponta novos elementos em investigação

Relatório final da Operação Vérnix foi encaminhado à Justiça de São Paulo e inclui pedidos de bloqueio de bens, apreensão patrimonial e compartilhamento de informações com a PF

29/05/2026 às 15h30
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Fotos: Redes sociais e Estadão
Fotos: Redes sociais e Estadão

A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (29) o relatório final da Operação Vérnix e indiciou Deolane Bezerra, Marcola e outros cinco investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo matéria do Metrópoles, o documento foi encaminhado à Justiça, que agora analisará as medidas solicitadas pelos investigadores.

Deolane está presa desde o último dia 21 de maio, após ser alvo da operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a polícia, os materiais apreendidos durante as diligências trouxeram novos elementos que reforçariam os indícios de participação dos investigados no esquema.

Além do indiciamento, a investigação pediu o sequestro cautelar de veículos encontrados durante a operação, ampliação de bloqueios patrimoniais, custódia judicial de joias e relógios apreendidos e o compartilhamento de informações com a Polícia Federal diante de possíveis indícios de crimes tributários.

De acordo com os investigadores, a ligação entre Deolane e Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Temer”, considerado operador financeiro da facção, foi um dos pontos centrais da apuração. A polícia afirma que ele atuava na administração indireta de uma transportadora investigada e teria intermediado repasses financeiros para a influenciadora.

Os investigadores apontam que transferências que somam R$ 24,5 mil foram realizadas para Deolane entre agosto e outubro de 2020. A defesa sustenta que os valores são referentes a honorários advocatícios. A polícia também cita movimentações superiores a R$ 1 milhão em depósitos em espécie nas contas da influenciadora entre 2018 e 2021, enquanto a defesa afirma que os recursos tiveram origem em sua atuação profissional como advogada.

Segundo o relatório, a análise dos materiais apreendidos continua em andamento e poderá resultar em novas fases da investigação e na identificação de outros possíveis envolvidos.

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