Impasse de chapa para o Senado complica definição para vice de Haddad em SP; entenda

A composição da chapa majoritária para o Palácio dos Bandeirantes, liderada pelo petista Fernando Haddad, atravessa um momento de indefinição, envolvendo as figuras de Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB)

01/06/2026 às 14h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil
Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil

A composição da chapa majoritária para o Palácio dos Bandeirantes, liderada pelo petista Fernando Haddad, atravessa um momento de indefinição, envolvendo as figuras de Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Embora o trio postule uma candidatura à cadeira de senador, membros próximos ao ex-ministro da Fazenda indicam que a resolução mais viável surgirá a partir da renúncia de um desses nomes ao pleito legislativo.

Tebet mantém postura rígida quanto a essa hipótese, ao passo que Marina sequer foi sondada para ocupar o posto. Por sua vez, o chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva, tenderia a favorecer o nome de França, muito embora Haddad manifeste inclinação por ter uma mulher ao seu lado para enfrentar a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em meio ao burburinho, o pessebista se posicionou na última sexta-feira (29/5), reafirmando seu projeto de concorrer ao Senado. Vale lembrar que sua esposa, Lúcia França, compôs a chapa de Haddad como vice na disputa estadual de 2022.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o deputado estadual Emídio de Souza (PT), responsável pela articulação do plano de governo de Haddad, admitiu que a escolha final exige uma conciliação difícil, condicionada à vontade política dos aliados.

“Tem uma costura a ser feita. Você tem três candidatos ao Senado e alguém precisa desistir do Senado, e isso se faz com muita conversa, muito diálogo, que é o que está sendo feito. Não tem como impor nada a ninguém numa aliança política como essa”, argumentou Emídio. “Tem que ser uma coisa negociada, já que o perfil ideal nem sempre é possível”, ressaltou.

Em tom semelhante, o parlamentar federal Kiko Celeguim, que dirige o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, enfatizou que “um dos três [França, Tebet ou Marina] vai ter que ceder”. Segundo ele, “saindo um ali das opções, os outros dois ou as outras duas vão automaticamente melhorar ainda mais nas pesquisas eleitorais”.

O comando da campanha petista avalia que a parceira perfeita, além do critério de gênero, teria conexão com o agronegócio, perfil personificado por Tebet. A produtora rural Teka Vendramini (PDT) chegou a ser mencionada, contudo, declinou por razões particulares, restringindo o leque de opções.

Adicionalmente, busca-se um nome com trânsito na segurança pública, porém o desafio reside em localizar um perfil que mantenha sintonia com pautas de direitos humanos.

Enquanto isso, Haddad tem exaltado os méritos tanto das postulantes ao Senado quanto de França, reiterando em eventos públicos que o veredito será anunciado “em breve”.

Já o ex-governador aguarda uma definição vinda diretamente do candidato petista. Ele assegura que se empenhará na reeleição de Lula e de Geraldo Alckmin, mas, em uma análise ampla, resiste à ideia de ser o único a declinar de sua candidatura ao Senado.

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