Advogado de Pavanato pede à OAB exclusão de Deolane Berreza da advocacia

No documento, o jurista sustenta que o conjunto probatório acumulado pelos investigadores demonstra o comprometimento da reputação da advogada, elemento essencial para a prática jurídica conforme o regramento da categoria

02/06/2026 às 10h01 Atualizada em 02/06/2026 às 10h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Revista Oeste
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Reprodução: Redes Sociais
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O desdobramento da Operação Vérnix atingiu o campo profissional da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, provocando uma reação formal por parte do advogado Roberto Beijato Junior. Ele apresentou uma denúncia ética à OAB, pleiteando o desligamento permanente da investigada dos registros da ordem.

No documento, o jurista sustenta que o conjunto probatório acumulado pelos investigadores demonstra o comprometimento da reputação da advogada, elemento essencial para a prática jurídica conforme o regramento da categoria.

Reforçando a gravidade da situação, o defensor do vereador Lucas Pavanato (PL-SP) enfatizou a postura necessária da entidade: “O advogado que perde a sua idoneidade moral deve ser excluído dos quadros da OAB”, pontuou ele, classificando o episódio como “uma das infrações disciplinares mais graves previstas no Estatuto”.

A petição sublinha que o procedimento administrativo da OAB é autônomo, não demandando uma sentença criminal transitada em julgado para prosseguir, desvinculando-se do cronograma judicial. Devido ao impacto negativo à classe, o pedido reforça: “Diante da repercussão enorme e dos danos que esse caso causa à imagem da advocacia, pedimos que ela seja suspensa preventivamente, ficando afastada desde já dos quadros da OAB”, complementou o advogado. Em última análise, o requerimento solicita a punição mais severa possível: a cassação vitalícia de sua inscrição profissional.

A prisão de Deolane ocorreu em 21 de maio, ação executada pelo Gaeco do MP de São Paulo com o suporte da Polícia Civil local. O foco das autoridades são alegações de lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso, que teriam conexão com o esquema financeiro do PCC, envolvendo parentes de Marcola, o expoente da facção.

As investigações começaram em 2019, deflagradas após a descoberta de documentos manuscritos no presídio de Presidente Venceslau, os quais forneceram subsídios sobre a hierarquia da organização e fundamentaram a Operação Vérnix.

A apuração progrediu ao rastrear familiares do líder da facção e firmas suspeitas de lavagem de ativos. Posteriormente, a perícia em celulares apreendidos identificou fluxos monetários e laços que culminaram na vinculação da influenciadora às investigações. Agentes públicos relataram transações financeiras destoantes dos ganhos declarados por ela, além de possíveis associações privadas com outros alvos.

Em contrapartida, Bezerra refuta quaisquer erros, alegando ter sofrido a detenção justamente “no exercício” de seus deveres advocatícios. Por fim, antes de ser detida em solo brasileiro em 21 de maio, ela passou dias em Roma, na Itália, período em que sua notificação chegou a ser integrada aos sistemas da Interpol.

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