“Eu pedi para não taxar as empresas brasileiras”, afirma Flávio Bolsonaro

O encontro entre o senador e o líder da Casa Branca ocorreu na semana passada em Washington

02/06/2026 às 11h59 Atualizada em 02/06/2026 às 12h20
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado
Reprodução: Jefferson Rudy/Agência Senado

O postulante à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), revelou em entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (2) que solicitou diretamente ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, a preservação das empresas brasileiras de qualquer sobretaxa. Durante o diálogo, o parlamentar detalhou sua argumentação:

"Eu pedi expressamente 'não taxem as empresas brasileiras'. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual".

O encontro entre o senador e o líder da Casa Branca ocorreu na semana passada em Washington. Logo após a reunião, o governo dos Estados Unidos designou as facções Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, medida que o senador afirma ter sido pleiteada por ele durante a conversa.

Apesar do apelo de Flávio, o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) publicou um relatório na segunda-feira (1º) sugerindo a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a totalidade das mercadorias vindas do Brasil, exceto aquelas categorizadas como "sujeitas às tarifas de segurança nacional". A palavra final sobre o endurecimento dessas sanções comerciais ainda depende do aval de Donald Trump.

O histórico de tensões comerciais é recente: no início de 2025, a gestão de Trump elevou as tarifas sobre diversos países, incluindo uma taxação extra de 50% sobre bens brasileiros. Naquela ocasião, o republicano fundamentou a medida na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que confere ao presidente autoridade para gerir importações em momentos de crise. No entanto, em novembro do mesmo ano, houve uma redução de impostos sobre itens como café e carnes, resultado de tratativas diretas entre o republicano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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