Marina, Tebet e França: Haddad aponta dificuldade para definir vagas ao Senado por SP

O petista ressaltou que, por manter laços estreitos e de longa data com esses três aliados, todos dotados de currículos políticos sólidos, a seleção para o pleito se torna um exercício complexo

02/06/2026 às 13h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em entrevista concedida ao portal Uol nessa última segunda-feira (1º/6), o postulante ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT), declarou que enfrenta um dilema para definir a composição da chapa ao Senado em São Paulo. O impasse surge devido à multiplicidade de nomes de peso no campo governista, como a ex-titular do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), a antiga responsável pelo Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), e o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

“Nós somos 4 ex-ministros do atual governo do presidente Lula (PT). Viemos os 4 para cá. Simone tem uma vida aqui em São Paulo. Márcio foi governador do Estado. A Marina é um fenômeno internacional”, explicou Haddad.

O petista ressaltou que, por manter laços estreitos e de longa data com esses três aliados, todos dotados de currículos políticos sólidos, a seleção para o pleito se torna um exercício complexo. “É muito desconfortável para mim ter que escolher entre 3 pessoas com as quais eu me dou inteiramente bem. Todos honrados. Então tem esse paradoxo”, admitiu.

Além da questão pessoal, existe um entrave estratégico: Haddad avalia ser eleitoralmente inviável que todos os três disputem o cargo simultaneamente, sob o risco de fragmentar o eleitorado lulista e, consequentemente, facilitar o triunfo de nomes contrários à atual gestão federal.

Panorama da Disputa

Dados recentes da consultoria Vox Brasil, publicados no último sábado (30/5), ilustram o equilíbrio no cenário eleitoral, com os principais nomes técnicos empatados:

  • Marina Silva: 27,9%

  • Guilherme Derrite (PP): 25,9%

  • André do Prado (PL): 24,8%

  • Simone Tebet: 22,8%

  • Márcio França: 15,5%

O levantamento, que possui margem de erro de 2,55 pontos percentuais, reforça a volatilidade da corrida pelas duas vagas paulistas ao Senado.

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