
O nome de Karen Mori, conhecida como “Japa do PCC”, ganhou destaque nas redes sociais após a divulgação de uma reportagem da revista piauí que aponta possíveis conexões entre a origem da WePink, marca de cosméticos ligada à influenciadora Virginia Fonseca, e antigos sócios da empresária.
Karen recebeu o apelido por ter sido casada com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado por autoridades como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Apesar do apelido e das especulações envolvendo seu nome, não há condenação pública relacionada a Karen Mori nos fatos citados pela reportagem.
Segundo a publicação, Karen Mori integrou a sociedade da Pink Lash ao lado de Samara Martins e Thiago Stabile. A empresa é apontada como o embrião da atual WePink, que mais tarde ganhou projeção nacional após a entrada de Virginia Fonseca no negócio. À revista, Karen afirmou ter investido aproximadamente R$ 800 mil na abertura da empresa em 2017, em São Paulo. Segundo ela, o valor utilizado no investimento teria vindo da venda de um veículo pertencente ao então marido.
A sociedade envolvendo Karen Mori, no entanto, foi encerrada antes da consolidação da marca com Virginia Fonseca, que posteriormente transformou a empresa em um dos maiores sucessos comerciais entre influenciadores digitais no Brasil.
Além das informações sobre a origem da marca, a reportagem da revista piauí também afirma que Virginia Fonseca passou a ser alvo de análises da Polícia Federal após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Coaf apontarem movimentações consideradas atípicas em contas ligadas à influenciadora e empresas associadas.
O objetivo das apurações seria investigar a origem dos recursos e verificar a legalidade das operações financeiras, incluindo possíveis indícios de crimes como lavagem de dinheiro. Até o momento, Virginia Fonseca não foi formalmente acusada pelas autoridades. O caso segue em análise e faz parte de uma investigação ainda em andamento.
Procurada pela publicação, a influenciadora afirmou que conheceu Karen Mori durante eventos ligados à antiga empresa, mas negou qualquer relação com atividades ilícitas. “Não associo pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência”, declarou Virginia.
A apresentadora também afirmou confiar nos sócios envolvidos nos negócios e disse nunca ter tido motivos para suspeitar de qualquer irregularidade relacionada à empresa ou aos antigos integrantes da sociedade.