
Em Goiás, o mandatário Luiz Inácio Lula da Silva exaltou o Sistema Único de Saúde (SUS) na rede hospitalar de Rio Verde. O chefe do Executivo sinalizou a gratuidade e o acolhimento universal da estrutura sanitária nacional como pilares da dignidade pública:
“O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes. Não tem nada mais importante que o SUS. Porque não tem nenhum país do mundo que tem um sistema tão completo como o nosso”, discursou.
Lula ilustrou a eficiência assistencial mencionando o socorro a um correspondente estrangeiro:
“Os médicos não perguntaram se ele era americano, se ele era inglês, se ele era japonês. Os médicos trataram ele, deram oito pontos na cabeça dele, atenderam o filho dele. Quando foi embora, ele ficou com medo de perguntar quanto custava. O médico falou: ‘Aqui no Brasil o SUS não cobra. Isso é de graça'”, expôs.
Acompanhado pela pasta da Saúde, o presidente defendeu a expansão de exames e insumos farmacêuticos:
“A gente criou Farmácia Popular para garantir que todas as pessoas que tomam remédio contínuo tivessem direito a esse remédio de graça. E agora não é mais a pessoa que vai atrás do SUS, é o SUS que vai atrás da pessoa”, asseverou, ressaltando o uso de robótica avançada na unidade goiana.
O governante conectou as diretrizes sociais às suas origens vulneráveis no Nordeste:
“Eu nasci em uma cidade em que as pessoas morriam, a maioria antes de completar 5 anos de idade, de fome. Sabe o que é tomar água pegada no açude com cocô de vaca, de cabrito, de cavalo, cheio de caramujo? Levar água para dentro de casa, colocar no pote, esperar a água sentar?”, relatou, criticando o desconhecimento da elite sobre a miséria: “Porque a nossa cabeça pensa onde nossos pés pisam. Essa gente não sabe o que é sofrer, não sabe o que é passar fome, não sabe o que é uma criança ir dormir sem ter um copo de leite para tomar”, disparou.
Por fim, o presidente chancelou a pauta legislativa pela revisão da jornada de trabalho, enfatizando a sobrecarga das trabalhadoras domésticas:
“Agora é trabalhar cinco e descansar dois nesse país. O fim da escala 6 por 1. As pessoas querem ter direito de descansar”, pontuou, cobrando equidade interna dos homens: “A mulher, além de trabalhar fora, chega em casa e trabalha mais do que trabalha fora”, concluiu.