
O postulante ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT), repudiou na segunda-feira (1º) a postura do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante da resolução de Washington que enquadrou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital na categoria de entidades terroristas. Em declarações dadas ao portal UOL, o petista classificou o apoio do chefe do Executivo estadual como uma aprovação a uma ofensiva externa com reflexos nocivos para o mercado nacional.
Na avaliação do ex-ministro, a determinação norte-americana, com vigência programada para o dia 5 de junho, tende a fragilizar a credibilidade das agências bancárias e o fluxo de investimentos no país. O líder da centro-esquerda também direcionou críticas à conduta de Guilherme Derrite (PP-SP), ex-titular da Segurança Pública paulista, nas discussões da PEC que reestrutura as diretrizes nacionais de combate ao crime.
“O que é que faz o Tarcísio? Não só sabota a PEC da Segurança Pública, transfigura o projeto anti-faturamento por meio do seu secretário de direita. E agora, né, last but not least [por último, mas não menos importante], dá apoio pro Trump num 2º ataque ao Brasil. Um 2º ataque ao Brasil nessa classificação que tem impacto econômico sobre o país. Mexe com as instituições financeiras, mexe com os negócios brasileiros e não muda nada, a não ser para pior, porque cria uma assimetria entre os Estados Unidos e o Brasil?”, contestou Haddad.
Por outro lado, também na segunda-feira (1º), Tarcísio de Freitas utilizou os microfones da rádio Jovem Pan FM, durante participação no programa Pânico, para defender o enquadramento internacional das duas maiores facções criminosas brasileiras promovido pela gestão de Donald Trump.
Para o governador, a medida adotada pelos norte-americanos deve ser encarada sob uma ótica favorável, servindo como mecanismo de aproximação técnica.
“Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado”, defendeu Tarcísio.