Virgínia Fonseca é alvo da PF por receber R$21 milhões em 44 transferências por pix

Em nota à revista Piauí, veículo que trouxe o caso a público de forma exclusiva, os representantes legais de Virginia Fonseca sustentaram que os valores oriundos da AMP referem-se a “campanhas publicitárias devidamente contratadas”

05/06/2026 às 10h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Mesmo com a agilidade na partilha de patrimônio e a formalização do divórcio apenas trinta dias após o anúncio público do fim do casamento, Zé Felipe e Virginia Fonseca seguem ligados sob a ótica da Polícia Federal. A união no papel pode ter chegado ao fim, mas ambos figuram como alvos de apurações desencadeadas por alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) a respeito de fluxos bancários vinculados à Talismã Digital, companhia em que ambos constavam como sócios.

Dados repassados pelo Banco Santander ao COAF revelaram que a agência de publicidade digital, atualmente sob controle exclusivo da influenciadora, movimentou R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. O aspecto que despertou estranheza nos investigadores foi a estrutura dos aportes: R$ 21,4 milhões foram quitados via 44 transações por PIX, enquanto R$ 1 milhão foi processado em 18 TEDs.

O cenário tornou-se ainda mais nebuloso devido à origem dos recursos. A AMP Pay Marketing e Negócios foi a principal pagadora, sendo responsável por cinco destas transferências, que somaram R$ 17,7 milhões. O ponto crítico é que a referida pessoa jurídica opera em uma estrutura mínima em Itajaí (SC) e está enquadrada no Simples Nacional, regime tributário que limita o faturamento anual a R$ 4,8 milhões, exigindo migração para categorias superiores em caso de excedente.

Em nota à revista Piauí, veículo que trouxe o caso a público de forma exclusiva, os representantes legais de Virginia Fonseca sustentaram que os valores oriundos da AMP referem-se a "campanhas publicitárias devidamente contratadas". A defesa assegura que toda a operação foi devidamente reportada e acompanhada das respectivas notas fiscais. O portfólio de negócios de Virginia é extenso: ela contabiliza pelo menos 38 empresas em seu nome, constituídas no intervalo de 2021 a 2026, sendo que quatro delas foram criadas após o divórcio.

A escalada financeira do grupo

O auge da expansão corporativa da influenciadora ocorreu entre 2023 e 2024, período coincidente com o ingresso na sociedade da We Pink. Ao lado de Chaopeng Tan e do casal Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, Virginia consolidou a marca como o rosto de um mercado gigantesco da beleza que, conforme os dados oficiais da companhia, atingiu uma receita superior a R$ 1 bilhão no ano de 2025, mantendo sua trajetória de ascensão no setor nacional.

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