
Durante a 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada na quinta-feira (4) em São Paulo, o titular da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, compartilhou suas reflexões sobre a eventualidade de ser novamente nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio ao evento religioso, o ministro enfatizou ter “aprendeu a colocar a vida nas mãos de Deus”.
O cenário remete à votação ocorrida em 29 de abril de 2026, quando o Senado Federal indeferiu a condução de Messias à Corte. Com um placar de 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, o ministro não atingiu o quórum de maioria absoluta exigido, marcando a primeira reprovação de um nome indicado ao STF desde 1894.
Apesar do revés, o integrante do governo mantém uma postura de serenidade. Ao abordar a possibilidade de um novo pleito, ele reiterou: “Eu aprendi a colocar a minha vida nas mãos de Deus. E, quando Deus comissiona, Ele prepara. Ele envia e prepara. Eu vou esperar a resposta de Deus, vou esperar a posição do presidente”.
Sobre o processo anterior, Messias recordou o clima durante a sua entrevista: “Fui à sabatina do dia 29 de abril com o espírito mais leve possível, de paz e de tranquilidade. Infelizmente, a questão política foi colocada como forma de fazer a centralidade da discussão”. Ele complementou sua análise questionando a representatividade daquela decisão: “Não acho que aquele processo tenha sido um processo que representou o espírito da maioria do povo brasileiro.”
Ainda assim, o chefe da AGU defendeu a importância do respeito às instituições e da valorização democrática. Segundo ele, o progresso nacional depende fundamentalmente do exercício do diálogo, da comunhão e da busca por um entendimento mútuo.
Enviado como representante oficial do presidente Lula, Jorge Messias dividiu o espaço na Marcha para Jesus com outras figuras de destaque no cenário político nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL.