Nos EUA, aliados de Lula afirmam que FBI vai para cima de Flávio Bolsonaro

Grupo de parlamentares da base governista esteve nos EUA para discutir tarifas sobre produtos brasileiros, cooperação policial e suspeitas envolvendo recursos destinados ao filme inspirado em Jair Bolsonaro

05/06/2026 às 16h39
Por: Mateus Pereira
Compartilhe:
Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

Uma comitiva de parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nos Estados Unidos e se reuniu nesta sexta-feira (5) com políticos americanos para tratar de temas que envolvem relações comerciais, investigações financeiras e cooperação entre os dois países. Durante a agenda, o deputado André Janones (Rede-MG) afirmou que o FBI poderá investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Janones criticou a possível aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros e direcionou ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. “Acabar com esse tarifaço que ele está querendo impor ao povo brasileiro, fazendo o povo mais sofrido, sofrer ainda mais. Só pensa em eleição e já viu que vai tomar uma taca do Lula”, declarou.

Além de Janones, participaram da viagem os deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Pedro Campos (PSB-PE) e Pedro Uczai (PT-SC). Segundo os parlamentares, as reuniões tiveram três objetivos principais: solicitar investigações sobre supostas movimentações financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ampliar a cooperação entre autoridades brasileiras e americanas no combate ao crime e tentar evitar a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Os deputados afirmaram ainda ter conversado com integrantes dos gabinetes do senador Bernie Sanders e da deputada Sydney Kamlager-Dove. Segundo a comitiva, a parlamentar teria se comprometido a solicitar apurações sobre o caso envolvendo o Banco Master nos Estados Unidos.

No centro das discussões está uma investigação que busca esclarecer o destino de recursos enviados por Daniel Vorcaro ao fundo Havengate Development para financiar o filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A suspeita levantada pelos parlamentares é que parte dos valores pudesse ter sido utilizada para sustentar atividades políticas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e articulações com aliados do presidente americano Donald Trump.

Eduardo Bolsonaro nega as acusações e afirma que as alegações fazem parte de uma perseguição política. Até o momento, não há decisão judicial que confirme as suspeitas levantadas pelos parlamentares brasileiros.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários