
A influenciadora, Virgínia Fonseca, entrou para o radar das investigações federais, trilhando um caminho semelhante ao de Deolane Bezerra, recentemente presa sob acusações de lavagem de dinheiro. Uma reportagem divulgada no último dia 07 pelo programa "Domingo Espetacular" revelou que agentes de segurança possuem documentos indicando transações atípicas nos negócios da famosa.
O estopim dessa ação ocorreu há mais de um ano, logo depois de seu depoimento na "CPI das Bets". Desde aquele episódio, dúvidas crescentes cercam a fonte dos recursos transitados nos caixas de suas corporações.Conforme o programa jornalístico, o órgão de fiscalização governamental (COAF) detectou um alerta referente a um aporte de 22 milhões de reais creditados na Talismã Digital.
A firma pertencente à empresária teria sido alvo de volumosas transferências instantâneas originárias de uma instituição enquadrada em regime tributário simplificado. Como o limite anual de faturamento dessa pagadora seria inferior a 5 milhões de reais, a incompatibilidade de cifras acendeu o alerta para possíveis manobras ilícitas de lavagem de dinheiro.
Previamente à criação da WePink, Samara e Thiago Stabile mantinham uma parceria comercial na Pink Lash com Karen Mori. Essa ex-colega de negócios é viúva de um líder do crime organizado e foi detida pouco tempo depois do rompimento societário com a dupla que hoje acompanha Virgínia.
As apurações do "Domingo Espetacular" também destacaram que, no ano de 2023, a instituição da viúva mudou sua sede para a exata localização que abriga o conglomerado principal da celebridade da internet. Esse grupo empresarial possui ativos em torno de 50 milhões de reais e administra as aeronaves particulares da famosa.
Adicionalmente, as autoridades escrutinam o vínculo da figura pública com plataformas de jogos de azar. O foco principal seria a infame "cláusula da desgraça", dispositivo contratual que garante aos divulgadores uma fatia financeira sobre o prejuízo dos usuários cadastrados através de seus redirecionamentos virtuais.
Por meio de nota direcionada ao "Domingo Espetacular", a equipe jurídica rechaçou acusações de práticas delituosas nas empresas de sua cliente, ressaltando: "Não há qualquer irregularidade ou movimentação ilegal nas operações da influenciadora. Identificar movimentação atípica em relatório financeiro não significa, por si só, existência de irregularidade".
Em relação aos pix's vultosos, os advogados esclareceram que, embora sua origem remeta ao comércio eletrônico, "a WePink se consolidou como potência no varejo tradicional, operando quiosques físicos de cosméticos, instalados em grandes shoppings do país e que recebe muitos pagamentos em dinheiro, como é padrão no comércio varejista. Esses depósitos são individualizados por pontos de venda e conciliados diariamente com fechamento de caixa e emissão de cupons fiscais".
Para encerrar, os representantes reiteraram a total ausência de conexões de Virgínia com a ex-parceira de seus sócios ou com atividades marginais, pontuando: "A WePink foi fundada em 2021 de forma independente, sem qualquer vínculo com a Pink Lash, a excessão dos dois sócios de Virgínia".