
O Palácio do Planalto enxerga a próxima eleição presidencial brasileira como o teste definitivo para a estratégia de dominação de Washington na região. A nova doutrina militar da Casa Branca revive o expansionismo histórico sob o rótulo de “Corolário Trump”, visando frear investimentos da China e da Rússia.
Enquanto a disputa na Colômbia funciona como indicador prévio, após o endosso estadunidense ao direitista Abelardo de la Espriella, o Brasil desponta como foco central devido ao sua extensão territorial e riquezas minerais como o nióbio.
O Executivo federal teme intromissões na sucessão interna e possíveis alianças com Flávio Bolsonaro. Paralelamente, sanções financeiras disparam avisos em Brasília: órgãos americanos propuseram taxas aduaneiras de 25% criticando o ecossistema do Pix, o mercado de etanol e punições a multinacionais tecnológicas, somadas a um gravame extra de 12,5% sob justificativa de combate ao trabalho escravo.
Soma-se a isso a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas, medida que expande o raio de caça penal de Washington e acua a autonomia jurídica nacional.
Esse movimento coroa uma severa investida continental. O governo americano destinou um aporte bilionário para garantir o êxito de Javier Milei na Argentina, legitimou a ascensão contestada de Nasry “Tito” Asfura em Honduras, capturou Nicolás Maduro em Caracas por meio de incursão armada e asfixiou Cuba economicamente, ameaçando “ocupar” a ilha mediante envio de frotas de guerra ao Caribe.