
O ex-governador mineiro e postulante à Presidência, Romeu Zema (Novo), manifestou à Rádio CBN na segunda-feira (8) que concederá seu apoio ao parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma hipotética etapa decisiva contra o atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de outubro. O político manteve a convicção mesmo sendo questionado a respeito das polêmicas ligações entre o filho do ex-presidente e o criador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O mineiro embasou sua escolha em sua histórica conduta de enfrentamento ao Partido dos Trabalhadores. Conforme seu relato, na hipótese de ficar de fora da reta final, sua adesão será integral a qualquer concorrente que enfrente o petismo.
“Eu tenho dito sempre que eu, como fiz em Minas Gerais, estarei sempre contra o PT. E, como a minha bandeira é sempre anti-PT, eu vou levar a minha campanha adiante. Espero estar no segundo turno e quem estiver vai ter o meu apoio”, asseverou Zema.
A validação da parceria ocorre logo após a repercussão de áudios nos quais o senador fluminense tratava do repasse de R$ 134 milhões com Vorcaro com o intuito de subsidiar a produção cinematográfica “Dark Horse”, obra focada na biografia de Jair Bolsonaro. O líder do Novo não manifestou receio quanto a futuras implicações judiciais ou políticas do episódio.
Zema aproveitou para certificar que mantém diálogos abertos com o ex-gestor do estado de Goiás e também candidato, Ronaldo Caiado (PSD), visando uma coalizão para a corrida eleitoral. A engenharia política prevê a estruturação de uma candidatura unificada, unindo os dois nomes nas funções de titular e vice. Embora Caiado tenha exaltado a boa convivência com o colega, preferiu manter o cenário em aberto, sem cravar definições.
De acordo com o político mineiro, as marteladas finais sobre as composições partidárias só devem ocorrer após o encerramento da Copa do Mundo. Ele pondera que o engajamento da população civil em relação ao debate sucessório só ganhará tração real na reta final que antecede o dia da votação. Atualmente, os entendimentos caminham em passos preliminares, sem consenso sobre quem liderará o projeto.
No campo operacional de sua futura gestão, o prefeiturável do Novo sinalizou o nome do atual responsável pela pasta de Defesa Social de Minas Gerais, Rogério Greco, como um provável colaborador. O presidenciável elogiou as competências de Greco para capitanear o Ministério da Justiça, contudo, evitou delimitar se ele seria incorporado à composição eleitoral ou se ficaria restrito ao primeiro escalão ministerial na hipótese de vitória nas urnas.