
Durante muitos anos, procedimentos como o lifting facial eram associados a pacientes mais velhos, com flacidez avançada e sinais evidentes de envelhecimento. Hoje, porém, a realidade é outra. Cada vez mais pessoas na faixa dos 30 e 40 anos têm procurado o lifting endoscópico como estratégia para reposicionar estruturas faciais precocemente e preservar a aparência natural por mais tempo.
A mudança reflete uma transformação no comportamento estético contemporâneo. Em vez de recorrer a sucessivos procedimentos temporários ao longo dos anos, uma parcela crescente dos pacientes tem optado por intervenções estruturais capazes de oferecer resultados mais duradouros e naturais.
A técnica ganhou visibilidade nos últimos anos também entre famosos. Um dos casos que chamou atenção foi o da ex-BBB Íris Stefanelli, que revelou publicamente ter realizado um lifting endoscópico facial. Na ocasião, a apresentadora contou que pensava em fazer a cirurgia há muitos anos e comemorou os resultados obtidos. Embora o procedimento não seja novidade no universo das celebridades, especialistas afirmam que o perfil dos pacientes mudou significativamente e ficou mais jovem.
“O paciente mais jovem normalmente não precisa retirar pele. O objetivo é reposicionar estruturas que começaram a sofrer uma leve queda, principalmente na região das sobrancelhas e do terço médio da face. O resultado é um aspecto mais descansado, leve e natural”, explica o cirurgião plástico Dr. Régis Ramos.
Até pouco tempo atrás, a palavra facelift era associada a procedimentos mais agressivos, com recuperações longas e resultados muitas vezes artificiais. Mas o cenário mudou. A nova geração de pacientes busca intervenções mais sutis, focadas em estrutura, definição facial e prevenção do envelhecimento, sem perder naturalidade.
Diferente das cirurgias tradicionais realizadas em pacientes com maior flacidez e excesso de pele, o lifting endoscópico atua no reposicionamento dos tecidos profundos da face. A técnica utiliza pequenas incisões escondidas no couro cabeludo e microcâmeras que permitem ao cirurgião trabalhar estruturas internas com mais precisão e menor agressão cirúrgica.
A técnica ganhou popularidade principalmente pelo chamado efeito “Ponytail Lift”, visual associado a um olhar mais elevado, maçãs do rosto mais definidas e aparência rejuvenescida sem sinais aparentes de cirurgia.
No Brasil, o Dr. Régis Ramos é um dos nomes associados ao refinamento estético da técnica. Conhecido por resultados naturais, o cirurgião atende pacientes que buscam rejuvenescimento facial preservando identidade e expressão. Entre os nomes já atendidos pelo médico estão Giovanna Antonelli, Vera Viel, Sophia Abrahão, Carol Nakamura, Danielle Winits, Arlete Salles e o cabeleireiro Neandro Ferreira, além de outras personalidades que preferem discrição.
Entre os fatores que impulsionam o crescimento do lifting endoscópico estão a recuperação mais rápida, a ausência de cicatrizes visíveis na face e a busca crescente por procedimentos com resultados mais duradouros do que preenchedores e intervenções temporárias.
“A cirurgia facial moderna caminha cada vez mais para a naturalidade. Hoje o paciente quer parecer melhor, não diferente. O lifting endoscópico conversa muito com essa nova demanda estética”, afirma Dr. Régis Ramos.
Apesar da alta procura, especialistas alertam que a técnica possui indicações específicas. O lifting endoscópico costuma apresentar melhores resultados em pacientes mais jovens, com boa qualidade de pele e flacidez leve a moderada. Além disso, o procedimento não substitui cirurgias voltadas para papada ou excesso importante de pele no pescoço.
Para especialistas da área, o crescimento do lifting endoscópico simboliza uma mudança importante no comportamento estético contemporâneo: a transição da cirurgia plástica corretiva para uma abordagem mais preventiva, estrutural e personalizada.
Sobre o especialista
O Dr. Régis Ramos é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; membro associado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; especialista em Cirurgia Plástica pela AMB.