
Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra índice de rejeição de 53% entre os entrevistados. Já o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, aparece com rejeição ainda maior: 56% dos participantes afirmaram que não votariam nele.
Esta é a primeira pesquisa realizada pela Quaest após a divulgação de mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O conteúdo revelou um pedido de apoio financeiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O estudo foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, ouvindo 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026. O custo da pesquisa foi de R$ 433.255,92, financiado pelo Banco Genial.
Cenário eleitoral
De acordo com os dados apresentados, Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, alcançando 39% das preferências dos entrevistados.
Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o atual presidente soma 44%, enquanto o senador registra 38%. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, os dois apareciam em situação de empate técnico, embora Lula já estivesse numericamente à frente.
Os números também mostram vantagem do petista em outros cenários simulados para a etapa decisiva da eleição. A pesquisa testou seu desempenho diante de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e Lula aparece à frente em todas as projeções divulgadas.
Avaliação da administração federal
Quando questionados sobre a gestão do governo federal, 48% dos entrevistados afirmaram desaprovar a administração de Lula, enquanto 47% disseram aprová-la.
Já em relação à avaliação do governo, 38% classificaram a gestão como negativa. Outros 34% consideraram o desempenho positivo, enquanto 26% definiram a administração como regular.