
A influenciadora Ju Isen, de 39 anos, decidiu fazer um detox de 30 dias sem usar o ChatGPT após uma recomendação feita pelo seu terapeuta. Depois do período longe da ferramenta, ela percebeu o quanto a inteligência artificial já fazia parte da sua rotina.
A sugestão surgiu durante uma sessão de terapia, quando o profissional que a acompanha percebeu a frequência com que ela mencionava a ferramenta ao falar sobre situações da rotina. “No começo eu achei exagero. Eu usava para trabalhar, organizar ideias, tirar dúvidas e até pedir opiniões. Mas, durante a conversa, percebi que estava citando a ferramenta o tempo inteiro. Foi quando meu terapeuta sugeriu que eu passasse um tempo sem usar para entender o quanto eu estava recorrendo a ela”, relata.
Segundo Ju, a maior surpresa veio nos primeiros dias sem utilizar o aplicativo. Foi nesse período que ela percebeu quantas vezes recorria ao ChatGPT ao longo do dia. “Eu desinstalei o aplicativo e achei que seria tranquilo, mas senti uma espécie de abstinência. Eu me pegava procurando a ferramenta o tempo todo. Quando surgia uma dúvida, uma ideia ou até uma situação pessoal, minha reação automática era querer abrir a conversa. Foi aí que percebi o quanto aquilo já fazia parte da minha rotina. Eu estava acostumada a ter respostas para tudo em poucos segundos”, afirma.

Com o passar das semanas, a influenciadora percebeu que utilizava a ferramenta para muito mais do que tarefas práticas. “A principal descoberta foi entender que eu não estava usando o ChatGPT apenas para organizar ideias ou tirar dúvidas. Muitas vezes eu recorria à ferramenta para falar sobre sentimentos, pedir opiniões sobre relacionamentos e buscar respostas para situações pessoais. Eu percebi que ela tinha se tornado uma espécie de terapeuta sentimental não oficial da minha vida. A pausa me fez perceber que nem tudo precisava de uma resposta imediata. Hoje continuo usando a ferramenta, mas ela voltou a ser o que deveria ser: uma ferramenta”, conclui.