
A defesa de Deolane Bezerra se pronunciou após a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra a influenciadora. Em nota enviada à imprensa, os advogados lamentaram a divulgação antecipada das informações e reforçaram que a empresária não integra nenhuma organização criminosa.
Atualmente, Deolane segue presa na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A influenciadora foi alvo de uma operação da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público no último dia 21 de maio.
No comunicado oficial, os representantes jurídicos da famosa afirmaram que ainda não tiveram acesso formal ao conteúdo completo da acusação apresentada pelo Ministério Público.
“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa”, informou a nota.
Os advogados também negaram qualquer envolvimento da influenciadora com atividades criminosas e afirmaram que a inocência dela será demonstrada durante o processo judicial.
“A defesa ainda não teve acesso à acusação e tão logo for citada, apresentará a devida resposta, reafirmando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo”, completou o comunicado.
Segundo informações divulgadas pelo promotor Lincoln Gakiya ao Metrópoles, Deolane Bezerra foi denunciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Além da influenciadora, também aparecem na denúncia Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder máximo do PCC, além de familiares dele e do suposto operador financeiro da facção, Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer.
As investigações apontam que Deolane teria utilizado sua influência pública para ocultar valores supostamente obtidos por meio do tráfico de drogas.
De acordo com os investigadores, a influenciadora movimentou aproximadamente R$ 13,6 milhões em contas pessoais entre 2018 e 2022. Além disso, outros R$ 14 milhões teriam circulado por três empresas ligadas à empresária.
O caso segue em investigação e deve avançar nas próximas semanas após a formalização da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.