Alexandre de Moraes autoriza visita de nora e netas a Jair Bolsonaro

A determinação de Moraes estabelece que o encontro ocorra no intervalo das 11h às 13h, evitando choque com o horário da partida da equipe nacional, programada para as 19h

11/06/2026 às 12h24
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: 14/08/2025REUTERS/Adriano Machado
Reprodução: 14/08/2025REUTERS/Adriano Machado

O magistrado Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovou o pedido para que o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) seja visitado por sua nora e duas netas no próximo sábado (13). A data coincide com o primeiro jogo da Seleção Brasileira na competição mundial de futebol.

A determinação de Moraes estabelece que o encontro ocorra no intervalo das 11h às 13h, evitando choque com o horário da partida da equipe nacional, programada para as 19h. O grupo de visitantes é composto por Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, casada com o parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhada pelas duas filhas. Vale destacar que o senador, por integrar a equipe de assessoria jurídica do caso, possui trânsito livre e dispensa aval prévio para ver o progenitor.

Como o ex-chefe do Executivo cumpre regime de reclusão residencial, o corpo de advogados argumentou que as parentes compõem o "núcleo familiar próximo". O ministro acolheu a justificativa da defesa, ponderando que tais encontros colaboram para preservar o "suporte familiar indispensável" ao correto cumprimento da medida restritiva.

Bolsonaro permanece em casa desde o dia 24 de março, período posterior a sua alta do hospital onde tratou um quadro de pneumonia bacteriana por 14 dias. A conversão da custódia para o regime domiciliar foi chancelada por Moraes em razão do quadro clínico delicado do político. Anteriormente, ele se encontrava detido no complexo penitenciário da Papudinha, localizado na capital federal.

Em setembro de 2025, o ex-presidente recebeu uma sentença de 27 anos e três meses de reclusão. A deliberação partiu da Primeira Turma do STF, que considerou Bolsonaro e seu grupo político culpados por envolvimento em atos que visavam a subversão da ordem democrática do país.

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