
O acidente que terminou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um novo desdobramento emocionante neste fim de semana. Um dos participantes inscritos para a atividade revelou que poderia ter sido a vítima fatal da tragédia.
Higor William Diniz Ferreira contou que estava programado para saltar antes de Maria Eduarda, mas um atraso na saída de casa fez com que ele perdesse sua posição na fila.
Em entrevista ao g1, Higor afirmou que ainda tenta processar tudo o que aconteceu no local. Segundo ele, a diferença de poucos minutos alterou completamente a ordem dos participantes.
“Foi livramento. Era pra ser eu, porque era pra eu ter saído de casa hoje 6h pra ir pra lá. Porém, acabei me atrasando e saí 6h40. O salto meu, entre eu e essa mulher, era tipo de cinco a dez pessoas. Era o tempo que eu me atrasei. O tempo que ela passou na minha frente”, declarou.
Morador de Vinhedo, no interior paulista, Higor contou que decidiu participar da experiência após acompanhar divulgações da empresa responsável pelas redes sociais.
Segundo o participante, os conteúdos publicados pelos organizadores destacavam a experiência da equipe e reforçavam a sensação de segurança para os clientes.
“Foi por rede social, tudo eu vi, fizeram, o professor fez salto lá, falou que tem 4, 5 anos de experiência, trabalha lá, e nunca tinha acontecido nada”, afirmou.
Antes do acidente envolvendo Maria Eduarda, Higor disse ter acompanhado outros saltos realizados normalmente na plataforma.
No relato, Higor afirmou acreditar que houve falha humana durante a preparação do salto da jovem.
“Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito”, disse.
De acordo com ele, os participantes recebiam orientações de segurança antes da atividade. Maria Eduarda teria escolhido a modalidade em que o praticante é impulsionado pelos instrutores diretamente da plataforma.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os segundos antes da queda. Nas imagens, é possível ver a jovem sendo conduzida até a estrutura enquanto pessoas no local começam a gritar ao perceberem a ausência da corda de segurança.
Outro trecho do depoimento chamou atenção nas redes sociais. Higor afirmou que um dos funcionários envolvidos na atividade deixou o local antes mesmo da chegada da polícia e das equipes de emergência.
“O rapaz, o segundo que tá atrás, que lança, ele coloca a mão na cabeça, levanta, pega as coisas dele e vai embora […] O cara ainda saiu primeiro que a gente. Antes a polícia, bombeiro, ambulância chegarem”, relatou.
A tragédia causou forte comoção entre familiares, amigos e pessoas que aguardavam para participar da atividade radical.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, seis pessoas foram presas após o acidente. Ainda conforme as autoridades, dois suspeitos deixaram a região logo depois da ocorrência, mas acabaram localizados em uma área de mata com apoio do helicóptero Águia.
As circunstâncias da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas seguem sendo investigadas pelas autoridades.