Entenda o novo capítulo do embate jurídico entre Ratinho e Erika Hilton

A iniciativa decorre de uma manifestação escrita da parlamentar que associou o nome do apresentador a práticas de exploração trabalhista extrema e ao delito de violência sexual contra menor

15/06/2026 às 12h29
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: VEJA
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Reprodução: Lourival Ribeiro e Francisco Cepeda/SBT / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Reprodução: Lourival Ribeiro e Francisco Cepeda/SBT / Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Bateu às portas do Supremo Tribunal Federal um requerimento de esclarecimentos protocolado pelo comunicador Ratinho contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A iniciativa decorre de uma manifestação escrita da parlamentar que associou o nome do apresentador a práticas de exploração trabalhista extrema e ao delito de violência sexual contra menor.

A interpelação jurídica teve seu pontapé inicial em março, perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Contudo, em razão do foro por prerrogativa de função que assiste à congressista, o processo foi remetido à corte de cúpula do país. O comunicador busca uma retratação formal sobre declarações feitas por Hilton na plataforma digital X, nas quais ela sustentava que ele “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná” e mencionava a existência de um “escândalo envolvendo o seu filho e o crime de estupro de vulnerável”.

Os Questionamentos Formais da Defesa

O corpo técnico que representa Ratinho estruturou a petição com base em quatro indagações fundamentais destinadas à deputada:

  • “Qual dos filhos do interpelante estaria envolvido em prática de crime de estupro de vulnerável?”

  • “Em que circunstância fática (onde, quando, como) o filho do Interpelante praticou o crime de estupro de vulnerável?”

  • “Em qual das fazendas de propriedade do Interpelante trabalhadores eram submetidos a condição análoga à escravidão?”

  • “Em quais circunstâncias fáticas (onde quando e como) trabalhadores da Fazenda foram submetidos a condição análoga de escravidão?”

A distribuição do processo no STF ainda aguarda a designação do magistrado que atuará como relator. Competirá a esse ministro avaliar a viabilidade jurídica do pleito e autorizar ou não a notificação da parlamentar para que se manifeste.

Histórico de Hostilidades e Litígios

O embate nos tribunais e as alfinetadas públicas entre as duas personalidades arrastam-se desde o primeiro trimestre, deflagrados quando o contratado do SBT declarou publicamente que a deputada “não é mulher”.

Como contra-ataque imediato àquela fala, a ativista acionou os canais do Ministério Público cobrando uma apuração por conduta transfóbica. Paralelamente, ela formalizou uma representação junto ao Ministério das Comunicações pleiteando a interrupção da transmissão do programa diário do apresentador.

No contrafluxo dessas ações, além do atual pedido de explicações, o empresário paranaense move uma ação criminal separada na qual se diz alvo de crimes contra a honra, alegando ter sofrido calúnia, difamação e injúria ao ser rotulado publicamente de “rato”.

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