
A assessoria jurídica de Jair Bolsonaro protocolou um requerimento direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando permissão para que o ex-mandatário realize cinco exames médicos em ambiente hospitalar. O intuito da petição é monitorar a evolução de uma pneumonia, “conforme indicado no relatório médico enviado no último dia 12 de junho”, de acordo com a explanação dos defensores.
Conforme a peça jurídica protocolada junto ao magistrado, o político necessita passar por seis exames distintos para averiguar e monitorar disfunções como esofagite erosiva, gastrite crônica, refluxo gastroesofágico, dificuldades digestivas e episódios constantes de soluço.
Os procedimentos listados são os seguintes:
Tomografia computadorizada torácica sem contraste;
Tomografia computadorizada abdominal completa sem contraste;
Manometria esofágica de alta resolução;
Endoscopia digestiva alta;
pHmetria esofágica.
O corpo de advogados pleiteou que a concessão judicial ocorra de forma urgente. “Diante da necessidade de acompanhamento médico especializado e da natureza dos exames prescritos, requer seja autorizada, com a maior brevidade possível, a realização dos exames acima relacionados no Hospital DF Star, em Brasília”, concluíram.
O ex-chefe do Executivo permanece recolhido em sua residência desde 24 de março, período em que Moraes consentiu o cumprimento de prisão domiciliar pelo prazo de 90 dias, visando o reestabelecimento de sua saúde contra uma broncopneumonia. Vale lembrar que ele recebeu uma sentença de 27 anos e três meses de reclusão por infrações ligadas às articulações de um plano golpista.
O médico, Brasil Caiado, chegou a pontuar anteriormente que, tratando-se de broncopneumonia, o intervalo estipulado pelo membro da Suprema Corte para a permanência domiciliar costuma bastar para a plena reabilitação. “Nós vamos fazer o que for possível, mas o ambiente que ele estará pode ajudar, ou não. Nós vamos seguir todo o cronograma recomendado pelo dr. Alexandre e veremos passo a passo”, ponderou o médico, segundo a Jovem Pan.
Contudo, na última sexta-feira (12), o Supremo sinalizou que o relator do caso tende a estender a permanência de Jair Bolsonaro no regime domiciliar, tendo em vista que o parecer clínico mais recente apontou um agravamento em suas condições biológicas.