
O concorrente ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), declarou que o congressista Flávio Bolsonaro (PL) “perdeu a condição” de derrotar o mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de outubro. Diante disso, o político goiano se posicionou como a alternativa da oposição com maior potencial de vitória em um confronto decisivo de segundo turno.
De acordo com a análise do antigo governador de Goiás, as sondagens de opinião pública publicadas ao longo desta semana indicam uma trajetória de declínio para o herdeiro político de Jair Bolsonaro (PL).
"Eu posso dizer o que os números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem vendo mostrado em números pelas pesquisas", assinalou Caiado durante entrevista concedida à Jovem Pan News.
O levantamento do instituto Quaest, publicado no último dia 10, aponta o atual presidente na dianteira com 44% da preferência do eleitorado em um cenário final contra o senador fluminense, que pontua 38%. A mesma sondagem mostra o líder petista com 45% em uma simulação direta contra Caiado, que alcança 35%.
"Eu sou, hoje, a melhor condição de bater o Lula no 2º turno", asseverou. "Não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento", completou o presidenciável.
O cenário atual afasta a igualdade estatística registrada em rodadas anteriores. No mês de maio, por exemplo, o atual presidente detinha 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro. Já no período de abril, o parlamentar figurava ligeiramente à frente em termos numéricos, acumulando 42% diante de 40% do petista.
"Eu estou avaliando os dados concretos, o que nós temos que avaliar hoje é a realidade. A realidade é essa. Até onde vai a queda, eu não sei dizer", avaliou.
Indagado a respeito da proximidade entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, titular do Banco Master, Caiado enfatizou que sua postura de combate a supostos episódios de desvios éticos e corrupção não se restringe a figuras do espectro político de esquerda.
"Cada um que responda pelos seus atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove pontos de diferença nas pesquisas", ponderou, assegurando “não ter nada” com Vorcaro.
"Cabe a mim dizer o que eu disse: você vai se explicar para o seu partido, você vai se explicar para o eleitor no Brasil. Essa que é a situação", reiterou, argumentando que a imagem do senador foi afetada junto aos eleitores.
Ao ser provocado sobre diretrizes para combater a criminalidade, o ex-governador relembrou episódios de habitações tomadas pela facção Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Na sequência, ele sugeriu uma solução direta: “é só colocar o Caiado na Presidência que vamos mudar o Brasil e eu vou devolver a cidadania” das comunidades que se encontram subjugadas pelo crime estruturado.