
Novos desdobramentos da investigação contra Daniel Vorcaro revelaram um suposto plano que teria como alvo o DJ Ronald Seikaly, ex-jogador da NBA e pai da filha de Martha Graeff, ex-noiva do ex-banqueiro. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro teria mobilizado Felipe Mourão, conhecido como "Sicário", e integrantes de um grupo chamado “A Turma” para perseguir e intimidar o músico.
De acordo com relatório da PF, a movimentação teria ocorrido em outubro de 2024, após uma suposta desavença entre Seikaly e o filho de Vorcaro. Os investigadores afirmam que o ex-dono do Banco Master chegou a prometer investir R$ 10 milhões para colocar o plano em prática.
A investigação aponta que o grupo discutiu a contratação de pessoas para monitorar o DJ em Miami, nos Estados Unidos, além da possibilidade de criar uma situação que pudesse resultar em constrangimento ou até em um suposto flagrante envolvendo drogas. O relatório também menciona referências a um possível “amigo da Interpol”, que poderia ser acionado contra o músico.
Segundo a PF, outro plano discutido envolvia atrair Ronald Seikaly para o Brasil por meio da contratação de um show no Rio de Janeiro. A partir daí, ele seria alvo de ameaças e intimidações que, conforme o relatório, seriam executadas “pela milícia e polícia”.
Os investigadores também afirmam que o grupo tinha acesso indevido a sistemas do Ministério Público Federal. Esse acesso teria sido utilizado para a criação de um documento falso com timbre do órgão, supostamente elaborado para intimidar o DJ e envolvendo menções à Interpol.
Até o momento, a Polícia Federal afirma que não conseguiu identificar quem seria o suposto contato citado nas conversas. Os investigadores também seguem apurando se o documento forjado chegou a ser utilizado em alguma tentativa concreta de acionar organismos internacionais contra o músico.