Após condenação no STF, Eduardo afirma: “Não fui citado na forma da lei”

De acordo com a visão do político, o condutor das investigações na Corte, ministro Alexandre de Moraes, atropelou os ritos procedimentais do Judiciário

17/06/2026 às 11h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

O ex-parlamentar, Eduardo Bolsonaro, manifestou-se publicamente na terça-feira (16) para afirmar que não recebeu a devida intimação jurídica no âmbito do processo criminal em que responde por obstrução e coação judicial. O posicionamento ocorreu logo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) estipular contra ele uma pena de 4 anos e dois meses de reclusão no regime semiaberto.

De acordo com a visão do político, o condutor das investigações na Corte, ministro Alexandre de Moraes, atropelou os ritos procedimentais do Judiciário. Por meio de um posicionamento oficial em nota, ele protestou:

“Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei”, disse a nota.

Na sequência do texto, o ex-deputado cobrou formalidade no andamento das comunicações processuais:

“Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido”.

No mesmo documento, Eduardo disparou duras críticas contra a atuação do relator do caso, sugerindo parcialidade no andamento dos trabalhos:

“Mais uma vez, é vítima e juiz do mesmo caso, e é por isso que o Brasil passa vergonha internacional de forma recorrente, como até mesmo a mídia tradicional hoje já aponta com frequência”, pontuou Eduardo.

O Veredito no Plenário

O julgamento na Primeira Turma do STF resultou em um consenso absoluto dos magistrados para penalizar Eduardo Bolsonaro por coação na tramitação processual. O entendimento do colegiado foi de que ele operou nos bastidores internacionais para desestabilizar e travar a ação penal na qual seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, acabou penalizado por planejar uma ruptura institucional no país.

Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin alinharam seus posicionamentos ao voto proferido por Alexandre de Moraes. A tese acusatória comprovou que o então parlamentar buscou sabotar o andamento da denúncia e buscou junto a canais estrangeiros a imposição de barreiras alfandegárias contra a economia brasileira, além de restrições diretas a integrantes do funcionalismo público nacional, visando especialmente a cúpula do Judiciário.

Ao fundamentar sua decisão, Moraes deixou claro os limites do mandato legislativo: “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby contra o país”.

Como Eduardo Bolsonaro optou por não contratar advogados particulares para representá-lo nos autos da ação, a assistência jurídica foi assumida de forma dativa pela Defensoria Pública da União (DPU), que sustentou a existência de falhas e nulidades técnicas ao longo do processo.

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