
O Poder Judiciário paulista acolheu a denúncia formulada contra a criadora de conteúdo Deolane Bezerra, sob a acusação de lavagem de dinheiro ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A partir do despacho judicial, a profissional assume a condição de ré no procedimento criminal e dispõe do prazo de dez dias para formalizar sua resposta às acusações.
O desfecho processual origina-se das ramificações da Operação Vérnix, ofensiva policial estruturada para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro operada por intermédio de uma transportadora de fachada. Junto com Deolane, figuram agora no banco dos réus Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, identificado como a principal liderança da organização, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior, além de demais alvos da apuração.
Conforme a tese apresentada pelos promotores de Justiça, a influenciadora digital mantinha proximidade com o clã Camacho e teria disponibilizado de transações bancárias em seu nome para viabilizar o fluxo financeiro da facção. A advogada rechaça integralmente o envolvimento nas acusações.
Por meio de nota oficial, seus representantes legais asseguraram que ela não possui vínculos com a associação criminosa e que sua absolvição restará evidenciada no decorrer da instrução penal. Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. As informações são de Rogério Gentile, da Folha de S.Paulo.