Além de Deolane Bezerra: quem são os outros cinco réus em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público; entre os acusados estão familiares de Marcola e pessoas apontadas como integrantes do esquema investigado

19/06/2026 às 08h10
Por: Rahabe Gabriela
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Além de Deolane Bezerra: quem são os outros cinco réus em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC / Reprodução Redes Sociais
Além de Deolane Bezerra: quem são os outros cinco réus em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC / Reprodução Redes Sociais

A decisão da Justiça de São Paulo que tornou a influenciadora Deolane Bezerra ré por lavagem de dinheiro e organização criminosa chamou atenção nacional. No entanto, a advogada não é a única denunciada no processo. Ao lado dela, outras cinco pessoas também passaram a responder à ação penal relacionada a uma investigação sobre um suposto esquema de movimentação financeira ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

A denúncia foi aceita pela 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau, no interior paulista, dentro da Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.

Quem são os outros réus?

Entre os acusados está Marco Willians Herbas Camacho, conhecido nacionalmente como Marcola e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção criminosa.

Também virou réu Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, conhecido como "Gordão". Segundo a investigação, ele teria participação em movimentações financeiras analisadas durante a apuração.

Outro nome citado é Paloma Sanches Herbas Camacho, filha de Alejandro e sobrinha de Marcola. As investigações apontam que ela teria participado de operações financeiras que passaram a ser examinadas pelas autoridades.

A lista de denunciados inclui ainda Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também integrante da família Camacho, e Everton de Sousa, apontado pelo Ministério Público como uma das pessoas ligadas ao esquema investigado.

O que diz a investigação?

Segundo o Ministério Público, o grupo teria participado de um complexo esquema de lavagem de dinheiro que utilizava uma transportadora sediada em Presidente Venceslau para movimentar recursos e ocultar a origem dos valores investigados.

A apuração reúne mensagens, movimentações bancárias, relatórios financeiros, conteúdos extraídos de celulares e outros elementos que, na avaliação dos investigadores, sustentam a acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Um dos trechos da denúncia menciona ainda que áudios e documentos analisados apontariam a existência de valores supostamente vinculados ao PCC e um plano de reorganização patrimonial envolvendo empresas e recursos no exterior.

O que dizem as defesas?

Os advogados dos acusados negam qualquer participação em atividades criminosas e afirmam que irão contestar as acusações apresentadas pelo Ministério Público.

No caso dos familiares de Marcola, a defesa sustenta que o vínculo de parentesco não pode ser utilizado como prova de envolvimento em crimes e afirma que buscará demonstrar a ausência de participação dos denunciados nos fatos investigados.

Com o recebimento da denúncia, todos os acusados passam à condição de réus e terão oportunidade de apresentar defesa durante o andamento do processo.

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