
A rodada recente do levantamento Atlas/Bloomberg, apresentada nesta quarta-feira (29), indica a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário sucessório. O chefe do Executivo atinge 49,2% na preferência do eleitorado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contabiliza 42,9% em um possível embate decisivo.
Os dados apontam estabilidade para os dois concorrentes, com variações contidas no limite da margem de erro estipulada em 1 ponto percentual. No levantamento anterior, o representante petista acumulava 48,8% da preferência, frente aos 42,3% obtidos pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O estudo sinaliza ainda a vantagem de Lula perante todos os adversários testados nas simulações de etapa final.
O atual mandatário alcança 48,2% contra 38,9% frente a Ronaldo Caiado (PSD); 48,6% diante de 39,6% em disputa com Romeu Zema (Novo); 47,6% ante 30,2% no confronto com Renan Santos (Missão); e 48,8% comparados aos 42,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
A sondagem Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 cidadãos via formulário digital entre quarta (22) e segunda-feira (27). O intervalo de confiança é de 95%, e a margem de erro máxima é de 1 ponto percentual. O levantamento consta no cadastro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob a identificação BR-08602/2026.
Na medição de primeiro turno, Lula figura na dianteira com 44,9% das escolhas, vindo Flávio na sequência com 35,8%. No levantamento antecedente, o petista somava 46,3%, e o parlamentar registrava 36,6%.
A confrontação direta entre as duas edições fica prejudicada neste quesito, visto que a relação de nomes submetida aos entrevistados passou por alterações. A pesquisa presente, por exemplo, retirou as opções de Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC).
Na terceira posição, Renan Santos ampara 7,8% do eleitorado. Na sequência, Caiado (3,1%), Zema (2,8%), Samara Martins (2,1%) e Augusto Cury (1,6%) surgem em situação de empate técnico.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) registraram índices inferiores a 1%. Os eleitores indecisos representam 1%, ao passo que os votos nulos ou brancos somam 0,6%.
O estudo consultou igualmente os participantes sobre a veto absoluto a cada nome. A maior taxa de rejeição recaiu sobre Flávio Bolsonaro, indicado por 52,9% dos entrevistados; Lula ocupa o segundo posto do índice (49,4%).
Na sequência do indicador de recusa surgem o ex-presidente Jair Bolsonaro (42,6%), Michelle Bolsonaro (39,2%), Renan Santos (38%), Romeu Zema (37,7%) e Caiado (33,3%).