Tarcísio aborda “quebradeira” de empresas em crítica ao Haddad

Sem papas na língua, Tarcísio disparou que o adversário “só fala bobagem” e argumentou que a real tentativa de obstrução de justiça ocorre em outras instâncias

28/08/2026 às 12h54
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP / Washington Costa/MF
Reprodução: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP / Washington Costa/MF

Durante a abertura da 43ª Expoflora em Holambra (SP), na quinta-feira (27), o chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rechaçou as críticas do candidato petista ao governo estadual e ex-ministro Fernando Haddad a respeito do caso “Dark Horse”. Sem papas na língua, Tarcísio disparou que o adversário “só fala bobagem” e argumentou que a real tentativa de obstrução de justiça ocorre em outras instâncias.

“Ah, ele só fala bobagem. Eu acho que quem tenta abafar é quando você troca delegado da Polícia Federal que está investigando o Lulinha. Isso é abafar”, rebateu o mandatário, fazendo menção direta à troca ocorrida em maio de 2026 do delegado Guilherme Figueiredo Silva, encarregado dos apuratórios sobre fraudes no INSS.

Emendando o raciocínio sobre as turbulências judiciais atuais, o político acrescentou: “Então eu acho que o pessoal tem muita coisa para se preocupar. Tem que se preocupar com Marcola, tem que se preocupar com Lulinha, tem que se preocupar com o careca do INSS. Eles têm bastante preocupação aí pela frente”.

Antes de rebater o ex-ministro, o governador se concentrou na economia do país e endossou a manifestação de 7 de Setembro convocada pelo senador e postulante ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificando o evento como um essencial “movimento de virada”. Ao comentar a recuperação judicial do grupo Habib’s, informada na quarta-feira (26), além de citar marcas como Casas Bahia, Raízen e Pão de Açúcar, o gestor alertou para o que denominou de “quebradeira generalizada de empresas”.

Segundo a visão do governador, a expansão nominal da renda não reflete ganhos reais de produtividade ou capacidade de poupança, sendo consumida pelo endividamento, empréstimos consignados e jogos de azar virtuais. “O varejo está quebrando e a gente precisa virar a chave. A gente precisa cuidar das contas, porque as contas a gente está vendo o que está acontecendo. Dez trilhões de dívida. A gente está vendo um déficit nominal de 8,6% do PIB”, enfatizou, equiparando o prêmio de risco brasileiro aos patamares da gestão de Dilma Rousseff e apontando que a nação caminha para uma forte retração.

Diante desse cenário de desaceleração e recessão, Tarcísio defendeu a urgência de ter “alguém que possa virar a chave” amparado por um corpo técnico “profissional” e “competente”, voltando a mencionar o nome de Flávio Bolsonaro. Por fim, ao tratar do ato cívico no Dia da Independência e minimizar a ausência do pastor Silas Malafaia na articulação, arrematou: “Primeiro, eu acho que não é um protesto, é um movimento. É importante juntar a militância para uma arrancada nesta reta final. A gente vai estar presente. Nós vamos mobilizar também a nossa militância para que ela esteja presente”, prometendo “um movimento muito bonito, um movimento verde e amarelo no dia da Independência”.

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