
A chapa governista Brasil Pronto Pra Mais, alinhada à tentativa de recondução do chefe do Executivo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ingressou com uma representação na esfera eleitoral exigindo a anulação da candidatura e a interdição por oito anos do senador Flávio Bolsonaro (PL), postulante ao Planalto, e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL-AL). O documento aponta captação ilícita de recursos e uso desproporcional da máquina financeira durante o tradicional rodeio paulista em Barretos, ocorrido entre 20 e 30 de agosto. As informações são do portal Poder360.
No entendimento da frente petista, a festividade popular foi cooptada com objetivos estritamente partidários. A petição detalha que o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) chamou o parlamentar ao palco central, endossando-o perante a multidão como o verdadeiro “herdeiro” da vertente política liderada por Jair Bolsonaro.
Os advogados da causa relatam ainda a ocorrência de pedidos diretos por votos, momento em que o concorrente autoproclamou-se o “futuro presidente do Brasil”. Conforme a argumentação jurídica, a infraestrutura da celebração, custeada tanto por corporações privadas quanto por verbas estatais, serviu de palanque para propaganda, configurando um “showmício” clandestino e repasse financeiro proibido pela legislação.
A peça processual enfatiza que o episódio em território paulista “não foi uma manifestação espontânea ou improvisada”, tratando-se, de fato, de um “ato político previamente organizado e coordenado, inserido deliberadamente na programação do evento”.
Por fim, além de requerer a perda de elegibilidade dos alvos, a investida legal demanda a intervenção do Ministério Público Eleitoral para eventuais apurações de crimes comuns e eleitorais com propositura de denúncia penal, exigindo também a oitiva de companhias patrocinadoras e gestores do festival barretense.