
Agripino Magalhães Jr., presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e deputado estadual suplente, afirmou estar recebendo ameaças de morte relacionadas à sua atuação no caso Isabella Nardoni. A mais recente teria acontecido na tarde de sexta-feira (28), por meio de uma ligação de número desconhecido.
Em conversa com o Metrópoles, o ativista relatou o conteúdo da ameaça: “Estou te ligando para te avisar o seguinte: se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar (para) encontrarem o seu cadáver. Está avisado.”
Segundo Agripino, mensagens semelhantes já haviam sido enviadas anteriormente por perfis anônimos em suas redes sociais. Os conteúdos teriam sido encaminhados pelo recurso de visualização única e também estariam relacionados às manifestações dele sobre o caso.
As ameaças surgem no momento em que o Superior Tribunal de Justiça começou a analisar um pedido da Associação para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltem a cumprir pena na prisão. Os dois foram condenados pelo assassinato de Isabella, ocorrido em 2008.
Diante da situação, Agripino afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência no 23º Distrito Policial, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Ele também deverá procurar a Divisão de Crimes Cibernéticos do DEIC para tentar identificar a origem das mensagens e da ligação.
Isabella tinha cinco anos quando foi assassinada, em 29 de março de 2008. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados em 2010 por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Posteriormente, os dois passaram ao regime aberto após progressões previstas na legislação.
A defesa dos condenados e as circunstâncias atuais do processo seguem sob análise judicial. Já Agripino pretende buscar proteção e responsabilização pelos responsáveis pelas ameaças que afirma ter recebido.