Fachin afirma que STF vai apurar crise em Caso Master com “firmeza”

Cabe a Fachin deliberar se o documento elaborado pela Polícia Federal (PF), que expõe as conversas e os pleitos de tutela por parte do financista, será submetido à deliberação do plenário da Suprema Corte

02/09/2026 às 11h30
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Gustavo Moreno/STF
Reprodução: Gustavo Moreno/STF

O dirigente máximo do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou nesta quarta-feira (2/9) que os episódios envolvendo a troca de recados digitais entre Alexandre de Moraes e o empresário Vorcaro, investigados no contexto do escândalo do Banco Master, passarão por escrutínio “no devido tempo e sem precipitação”. As informações são do Metrópoles.

“Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias”, pontuou o magistrado.

Cabe a Fachin deliberar se o documento elaborado pela Polícia Federal (PF), que expõe as conversas e os pleitos de tutela por parte do financista, será submetido à deliberação do plenário da Suprema Corte, atendendo a uma solicitação formulada pelo relator do processo, ministro André Mendonça. Durante um simpósio jurídico sediado na própria corte, o chefe do Judiciário ponderou a delicadeza do cenário atual e enfatizou: “É dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição“.

Encaminhamentos institucionais

O líder da corte assinalou que os indícios levantados demandam tratamento estritamente institucional. “Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta presidência serenidade, responsabilidade e firmeza.” Fachin arrematou ainda: “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao STF”.

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