
O dirigente máximo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, validou eletronicamente e encerrou, na manhã desta sexta-feira (4), os softwares operacionais destinados ao pleito de 2026. Durante solenidade oficial na sede do tribunal, Kassio pontuou que o ato chancela a dedicação da Justiça Eleitoral ao regime democrático e visa assegurar que, “quando a urna for ligada, registremos de forma fidedigna e segura as aspirações de um país inteiro”.
“Hoje, a partir da oposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações no sistema e passa a ser uma nova etapa na qual os mecanismos de segurança asseguram a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas”, declarou o ministro. Em seguida, completou: “Isso garante que não existe programa ou procedimento técnico que venha a ser adotado na eleição que não esteja sob controle da Justiça Eleitoral, bem como de todos os demais órgãos de fiscalização e auditoria”, disse o ministro.
Por fim, o chefe da Corte salientou que se aproxima o momento em que todos os poderes do Estado se submeterão à vontade popular, faltando exatos 29 dias para a votação. “A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, enfatizou.
A medida sela o encerramento da compilação dos softwares eleitorais, iniciada em 31 de agosto. Ao longo de setenta e duas horas, códigos-fonte e ferramentas correlatas foram consolidados para conceber as edições definitivas das plataformas.
O protocolo abrange os aplicativos encarregados de reger as urnas eletrônicas, gerenciar cadastros, transmitir os boletins de voto, além de recepcionar, organizar e apurar o cômputo final. O rigor técnico engloba ainda mecanismos de criptografia, defesas cibernéticas e suportes voltados às auditorias oficiais.