Tarcísio cobra o Senado diante de crise no STF envolvendo Moraes: “Tem o dever de agir”

Governador de São Paulo afirmou que a omissão da Casa pode comprometer o sistema de freios e contrapesos e elogiou decisão de André Mendonça

08/09/2026 às 18h19 Atualizada em 08/09/2026 às 18h21
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: redes sociais
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Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e candidato à reeleição, afirmou nesta terça-feira (8) que o Senado Federal precisa apresentar uma resposta diante das recentes controvérsias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante uma agenda de campanha na capital paulista.

“O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Ele está sendo chamado também à responsabilidade porque se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos vai ruir da pior forma, que é a ruína da omissão”, afirmou.

Tarcísio foi questionado sobre manifestações de aliados que defenderam o impeachment de Moraes durante o comício de Flávio Bolsonaro, realizado na segunda-feira (7), na Avenida Paulista. O governador, que em 2025 chegou a associar o ministro a um tirano, adotou desta vez um tom mais institucional.

Segundo ele, sua posição representa uma cobrança por uma “resposta institucional”. Tarcísio também comentou a mobilização do feriado de 7 de setembro e minimizou a redução do público no ato. “O ato vale pela mensagem”, declarou.

O governador também foi questionado sobre a decisão de André Mendonça de afastar cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Tarcísio afirmou que considera a medida adequada.

“Quando essas autoridades são constrangidas ilegalmente, uma providência tem que ser tomada, uma resposta tem que ser tomada. Essa resposta foi dada pelo ministro André”, afirmou. Na sequência, disse que Mendonça “representa uma esperança”.

Plano para a segurança

Durante visita ao prédio dos Correios, onde funciona o programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, Tarcísio também apresentou uma proposta para ampliar a integração entre sistemas de monitoramento do estado e dos municípios.

“A gente vai ajudar os municípios a equipar, a estruturar as suas redes de monitoramento e, obviamente, sempre integrando com o nosso Muralha Paulista”, declarou.

O plano de governo do candidato prevê ampliar em 30% o programa estadual Muralha Paulista, que utiliza câmeras e sistemas de identificação para auxiliar na segurança pública.

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