Sergio Moro apoia decisão de Mendonça e detona postura de Lula diante da crise no STF: “Omisso”

Senador afirmou que presidente foi “omisso” e classificou o afastamento do diretor-geral da PF como uma medida “acertada e corajosa”

08/09/2026 às 18h27
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Fotos: Reprodução/fotospublicas.com
Fotos: Reprodução/fotospublicas.com

Sergio Moro criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a decisão de André Mendonça de afastar cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em entrevista ao Metrópoles nesta terça-feira (8), o senador e candidato ao governo do Paraná afirmou que Lula teria sido “omisso” diante da situação.

“Lula permaneceu omisso. Lula tem feito discursos, falado em platitudes, mas não tem tomado providências em relação ao que acontece na sua própria administração. Então, vejo que o ministro André Mendonça não teve alternativa, senão determinar esse afastamento cautelar”, declarou.

Moro, que foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo de Jair Bolsonaro, disse que já defendia a saída de Andrei Rodrigues da direção da PF desde a semana passada. Segundo ele, os relatórios apócrifos relacionados à atuação de Mendonça e utilizados por Moraes agravaram a necessidade de uma resposta institucional.

O senador afirmou ainda que o Brasil atravessa um período eleitoral, mas que isso não deveria impedir a adoção de medidas para proteger as instituições.

“Nós temos uma eleição em andamento, isso é verdade, mas precisamos preservar nossas instituições republicanas. Então, ele fez acertado e tomou uma decisão muito corajosa. Tem todo o meu apoio”, afirmou.

Moro também comentou a disputa envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça dentro do STF. O senador foi um dos signatários do pedido de impeachment apresentado contra Moraes depois da divulgação de novas conversas atribuídas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao abordar o assunto, Moro afirmou que a abertura de um eventual processo permitiria que Moraes apresentasse sua própria defesa.

“Assinei o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre na semana passada. Claro que, numa normalidade, ninguém deseja impeachment ou gerar essa turbulência institucional, mas os fatos precisam ser apurados até para o ministro ter o seu direito de defesa”, argumentou.

A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes das instituições superiores e à repercussão de investigações relacionadas à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao caso Banco Master.

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