
O postulante ao Palácio do Planalto Renan Santos (Missão) classificou na última quinta-feira (17) como crime eleitoral o aumento do Bolsa Família para R$ 691, oficializado pela gestão petista em meio ao calendário de votação, apontando que a iniciativa visa manipular a escolha dos eleitores. As informações são da Gazeta do Povo.
O concorrente argumentou que as normas aplicadas aos pleitos vedam modificações em repasses assistenciais durante o ano em que ocorrem as eleições. “Ele usa isso para comprar voto para se reeleger e você que trabalha, paga a conta. Isto é crime. Ele está fazendo isso no meio da eleição, fazendo aquilo que ele sabe fazer de melhor: comprar a consciência das pessoas”, declarou.
O candidato ainda colocou em xeque os impactos do incremento financeiro na estabilidade financeira da nação: “Ele não está resolvendo nenhum problema brasileiro. O Brasil está numa crise econômica gigantesca. Ele já está dando vale-gás, já está dando energia de graça para as pessoas e agora, no meio da eleição, vai aumentar o Bolsa Família. Quem vai pagar essa conta?”.
Renan igualmente direcionou críticas ao seu oponente Flávio Bolsonaro, sob a premissa de que apoiar o programa de transferência de renda como direito adquirido implica a preservação do novo patamar de gastos caso o adversário vença o pleito. “O canalha do Flávio Bolsonaro está dizendo que o Bolsa Família é um direito adquirido. Isso significa que esse valor que o Lula aumenta, se o Flávio ganha, ele mantém e não pode alterar. E aí você que está trabalhando, ralando, vai pagar essa conta”, criticou.
Por fim, o presidenciável defendeu uma reformulação severa no escopo do programa social, restringindo-o estritamente a quem não possui capacidade laboral. “Eu vou acabar com esses aumentos absurdos. Só vai receber Bolsa Família quem precisa estritamente. Quem pode trabalhar, vai trabalhar. Eu vou criar a frente de trabalho. É isso que brasileiro sério faz”, concluiu.