
O axé music perdeu um de seus maiores ícones nesta terça-feira (13). O cantor Netinho faleceu aos 60 anos, em Salvador (BA), após uma batalha de mais de um ano contra um câncer no sistema linfático. Atendendo a um pedido feito pelo próprio artista em vida, as cerimônias de velório e cremação serão restritas e exclusivas para familiares e amigos íntimos.
Nascido em Santo Antônio de Jesus (BA) em 1966, Netinho começou na música ainda na juventude, conciliando apresentações em bares com a faculdade de Engenharia Civil. A projeção nacional veio em 1988 no comando da Banda Beijo, emplacando o hit "Beijo na Boca". Em carreira solo a partir de 1993, consagrou-se definitivamente em 1996 ao lançar "Mila", hino atemporal do Carnaval que levou o ritmo baiano para palcos internacionais. Além do sucesso nos palcos, atuou como empresário no setor musical, criando estúdio e selo fonográfico.
A trajetória do cantor também foi marcada por momentos de forte repercussão pública:
Abertura sobre a vida pessoal: Em 2010, revelou publicamente sua bissexualidade. Mais tarde, em 2012, declarou ao programa Fantástico: “Eu acho cafona ficar falando sobre isso. Não tem muito sentido”.
Desafios de saúde: Em 2013, enfrentou três AVCs que afetaram sua fala e o afastaram dos trios elétricos por quatro anos.
Atuação política: Apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, disputou uma vaga de deputado federal pelo PL em 2022, ficando como suplente.
O artista deixa uma filha, Bruna Trindade, fruto de seu casamento com a jornalista Mariana Trindade, e um legado inestimável para a cultura popular brasileira.
Confira a nota da assessoria do cantor na íntegra:
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