PSol aciona PF e PGR para investigar se Vorcaro usou menores em festas

A iniciativa fundamenta-se em denúncias publicadas pela Folha de S.Paulo, pelo portal UOL e pelo site PlatôBR, que expuseram a existência de uma logística estruturada pelo banqueiro para o aliciamento e recrutamento de mulheres de diferentes nacionalidades

14/10/2026 às 13h17
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Integrantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) protocolaram representações formais junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República solicitando a apuração sobre a identidade das mulheres integradas ao esquema de encontros íntimos promovido pelo empresário Daniel Vorcaro. A iniciativa fundamenta-se em denúncias publicadas pela Folha de S.Paulo, pelo portal UOL e pelo site PlatôBR, que expuseram a existência de uma logística estruturada pelo banqueiro para o aliciamento e recrutamento de mulheres de diferentes nacionalidades voltadas a eventos de teor sexual.

As solicitações de abertura de inquérito foram encaminhadas pela deputada federal Luciene Cavalcante e pelo deputado estadual Carlos Giannazi, ambos representantes da bancada do PSol paulista. Os parlamentares demandam que os órgãos de fiscalização e segurança investiguem se as condutas descritas configuram infrações penais graves, a exemplo de rufianismo, tráfico internacional de pessoas, exploração sexual e eventual envolvimento de adolescentes ou indivíduos em situação de vulnerabilidade.

Nas petições, Cavalcante e Giannazi destacaram excertos de diálogos que revelam a busca por mulheres de menor faixa etária pelo grupo, além de registros que detalham a logística de transporte de estrangeiras para essas reuniões privadas.

“Quando surgem esses elementos, deixa-se de estar apenas diante da relação individual entre uma profissional do sexo adulta e quem contrata seus serviços. Passa a existir uma estrutura de intermediação cuja natureza precisa ser apurada, inclusive para verificar se terceiros obtinham vantagem econômica sobre a prostituição alheia, se havia mecanismos de dependência ou controle, se todas as mulheres eram efetivamente maiores de idade e se o recrutamento e deslocamento de estrangeiras apresentavam elementos compatíveis com tráfico de pessoas para exploração sexual”, argumentam os deputados nos documentos enviados às autoridades.

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