
Durante um encontro com empresários na capital paulista, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu pelo apoio dos eleitores indecisos e cravou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassará a projeção política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do UOL.
"Digo para vocês, sem medo de errar, e com todo respeito a Jair Bolsonaro, que é uma pessoa que admiro muito, ele vai ser maior do que o pai", afirmou Freitas.
No decorrer da agenda, Tarcísio subiu o tom contra o Palácio do Planalto e enalteceu a resiliência da iniciativa privada. O chefe do Executivo paulista rotulou a atual gestão federal como “gastadora”, apontando-a como a principal responsável pelo encarecimento do crédito e pela escalada da taxa de juros.
Já vitorioso nas urnas paulistas, o governador convocou os executivos a engajarem a base de votantes ainda indefinida. “Um voto a mais. Imagina se todo mundo trouxesse um voto a mais”, incentivou o gestor.
Tarcísio aproveitou o momento para mobilizar a plateia para a manifestação de campanha em favor de Flávio na Avenida Paulista, marcada para o próximo domingo (18). Aliados da candidatura liberal enxergam a agenda como um movimento estratégico para inflamar a militância e fazer contraponto ao ato promovido pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo local no último fim de semana.
Em seu discurso, Flávio retribuiu os elogios e revelou que o próprio governador era cotado para encabeçar o projeto presidencial. O parlamentar relatou detalhes da conversa mantida com Tarcísio logo após a definição do seu nome por escolha de Jair Bolsonaro.
“Expliquei para ele algumas coisas que aconteceram na minha vida e ele, uma pessoa de fé, compreendeu também”, confidenciou o senador.
Até então, o governador figurava como a opção preferida por lideranças do centrão e por agentes do mercado financeiro para disputar a Presidência contra o candidato à reeleição.
A recepção a Flávio foi marcada por aplausos efusivos dos empresários presentes. Críticas direcionadas à legenda petista eram acompanhadas por manifestações ruidosas da plateia e por coros de reprovação ao presidente. “Quando me perguntam de onde eu vou tirar [dinheiro para os projetos], eu vou começar tirando o Lula, porque é acima de tudo uma crise de credibilidade”, disparou o candidato do PL.
O auditório reagiu com risos quando o senador ironizou a promessa recorrente feita pelo adversário petista sobre o consumo de picanha pelas famílias.
Em meio às falas, uma provocação vinda do público pediu: “vai para o debate”. A autoria da cobrança não pôde ser identificada no recinto, e o senador não comentou o apelo no palco.