Cenário diferente? Lembre o que apontavam as pesquisas uma semana antes das eleições de 2022

Levantamentos de Datafolha, Quaest e CNT/MDA indicavam vantagem numérica de Lula sobre Jair Bolsonaro em 2022

18/10/2026 às 13h55 Atualizada em 18/10/2026 às 13h57
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: Renato Pizzuto/Band
Foto: Renato Pizzuto/Band

A disputa pela Presidência da República chega à última semana antes do segundo turno com um cenário diferente daquele registrado em 2022. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL) nas principais pesquisas eleitorais. Agora, os levantamentos mais recentes indicam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do atual presidente, embora a diferença permaneça dentro da margem de erro.

De acordo com levantamento do Metrópoles publicado neste domingo (18), a pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro mostra Flávio com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o senador registra 51%, enquanto o petista aparece com 49%.

Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro, Flávio também aparece numericamente à frente, com 46%, contra 44% de Lula. Já o levantamento CNT/MDA, publicado em 16 de outubro, mostra uma diferença ainda menor: 46,8% para o candidato do PL e 45,9% para o presidente. Os três institutos apontam empate técnico, considerando as respectivas margens de erro.

O quadro era diferente quatro anos atrás. Na pesquisa Datafolha divulgada em 20 de outubro de 2022, Lula tinha 49% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro registrava 45%. Na Quaest publicada em 19 de outubro, o petista aparecia com 47%, contra 42% do então presidente. Já o levantamento CNT/MDA mostrava Lula com 48,1% e Bolsonaro com 41,8%.

Apesar da vantagem numérica de Lula nas pesquisas de 2022, o resultado final foi mais apertado. O petista venceu o segundo turno com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 1,8 ponto percentual, evidenciando como a disputa terminou mais equilibrada do que indicavam alguns levantamentos da reta final.

A comparação histórica ajuda a dimensionar as diferenças entre as duas eleições, mas não permite prever o resultado de 2026. Os candidatos, os contextos políticos, os eleitores e as metodologias dos levantamentos não são necessariamente os mesmos. A definição ficará para a votação do próximo domingo (25).

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