Flávio acusa Lula de fake news sobre Bolsa Família e promete manter auxílio se eleito

O senador assegurou ainda que, se o beneficiário perder o posto de trabalho ou a iniciativa empresarial falhar no decorrer desse intervalo, o pagamento da ajuda financeira seria restabelecido no mesmo instante

20/10/2026 às 09h57
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Nelson Almeida/AFP
Reprodução: Nelson Almeida/AFP

Flávio Bolsonaro (PL) rebateu as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os rumos do Bolsa Família e acusou o petista de disseminar fake news a respeito das suas intenções para a política de assistência social. Em um vídeo veiculado em suas redes digitais, o senador afastou qualquer possibilidade de extinguir o benefício na hipótese de chegar ao comando do país e expôs uma diretriz para assegurar que os inscritos continuem recebendo o provento por até 24 meses após obterem um posto de trabalho ou renda.

“É óbvio que isso não vai acontecer, é mentira. Você que recebe o Bolsa Família, fique tranquilo. Seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”, declarou Flávio, ao contradizer a afirmação de que encerraria a iniciativa em dois anos. No registro, o parlamentar detalhou que sua norma estabelece a continuidade temporária dos repasses para as famílias que conquistarem um contrato formal ou abrirem um negócio próprio. De acordo com o congressista, o intuito seria incentivar a autonomia financeira sem que as pessoas precisem abrir mão imediata do auxílio. “É para incentivar você: caso queira, quando conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir a própria empresa, você continua recebendo o Bolsa Família por até dois anos”, afirmou o candidato do PL.

O senador assegurou ainda que, se o beneficiário perder o posto de trabalho ou a iniciativa empresarial falhar no decorrer desse intervalo, o pagamento da ajuda financeira seria restabelecido no mesmo instante. “E, se acontecer alguma coisa nesse meio-tempo, você for demitido, por exemplo, ou sua empresa não der certo, no mesmo dia você estará recebendo o Bolsa Família”, disse.

Ao contrapor seu modelo ao formato atual, Flávio criticou o que chamou de morosidade para reingressar no programa após o desligamento. O propósito, segundo ele, seria blindar os beneficiários de dificuldades financeiras durante a transição para o mercado profissional.

O congressista, contudo, não detalhou na gravação os caminhos práticos para a implementação da medida nem explicitou as alterações jurídicas ou burocráticas necessárias para colocá-la em prática. Durante o vídeo, Flávio incentivou os seguidores a redistribuírem o conteúdo para combater o que definiu como desinformação, além de acusar os aliados de Lula de tentarem atemorizar os inscritos no projeto.

“O medo que ele quer esconder é o medo das ruas, que estão inseguras, é o medo de olhar na cara de quem está devendo por culpa desse atual governo, que não consegue organizar suas contas”, afirmou.

A manifestação ocorreu após a responsável pela área econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, declarar, na segunda-feira (19), em entrevista à rádio CBN Bahia, que uma eventual gestão do candidato pretende adotar o período de transição de dois anos para os assistidos que conseguirem contratação com carteira assinada ou abrirem o próprio empreendimento.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse a ex-presidente da Caixa.

A fala desencadeou leituras divergentes no ambiente eleitoral: os apoiadores de Lula passaram a classificar a iniciativa como indicativo de reduções futuras nos auxílios públicos. Marques sustentou que a proposta visa reforçar o amparo a quem elevar os rendimentos, e não fixar um limite de tempo para a permanência dos demais assistidos no programa.

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