
Evandro Santo, conhecido por interpretar Christian Pior no antigo programa “Pânico”, chamou a atenção nas redes sociais após fazer declarações sobre pessoas trans durante uma entrevista ao apresentador Geraldo Luís. No trecho divulgado no Instagram, o humorista apresentou sua própria definição de identidade trans e afirmou que, para ele, a transição de gênero estaria necessariamente ligada à realização de uma cirurgia genital.
“Trans, tira fora. Se não, é travesti. Acabou. É transição. Se eu não tiro o meu pinto, qual transição que eu fiz?”, declarou Evandro. Durante a conversa, ele também afirmou que pessoas trans que não passaram pelo procedimento deveriam ser classificadas de outra forma, apresentando sua visão pessoal como uma definição geral.
Em outro momento da entrevista, Evandro criticou comportamentos que, segundo ele, seriam motivados pela intenção de provocar conflitos. O humorista afirmou já ter visto mulheres trans utilizando banheiros de maneira discreta e disse que, em sua avaliação, algumas situações seriam motivadas pelo desejo de gerar discussões.
A declaração mais contundente veio na sequência, quando o ex-integrante do “Pânico” utilizou termos pejorativos para se referir às pessoas trans que não realizaram a cirurgia. “O resto é viadagem e frescura”, afirmou. O comentário pode provocar reações por associar a identidade de gênero de uma pessoa à realização de um procedimento cirúrgico e por utilizar expressões depreciativas ao tratar do assunto.
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A entrevista foi publicada nas redes sociais de Geraldo Luís, que convidou o humorista para uma conversa em seu canal. Evandro ficou conhecido nacionalmente por sua participação no “Pânico”, onde interpretava o personagem Christian Pior, e também construiu uma trajetória ligada ao humor e à televisão.
O trecho da conversa coloca em evidência o posicionamento pessoal de Evandro sobre identidade de gênero, tema que envolve experiências individuais e diferentes trajetórias de transição. No vídeo, o humorista apresentou suas opiniões de forma categórica, sem fazer distinção entre a identidade de gênero de uma pessoa e os procedimentos médicos que ela pode ou não escolher realizar.