Conselho de Supervisão da Meta aponta falhas na moderação de conteúdo eleitoral no Brasil

Órgão de supervisão identificou aplicação excessiva de mecanismos antifraude contra contas de anúncios ligadas a Lula e defendeu maior transparência na moderação política

21/10/2026 às 11h08
Por: Mateus Pereira Fonte: SBT News
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Foto: ADOBE STOCK
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O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas na aplicação das regras eleitorais da empresa e cobrou mais transparência, clareza e coerência na moderação de conteúdos políticos. A manifestação foi divulgada na terça-feira (20), em meio a questionamentos sobre o tratamento dado a diferentes campanhas nas redes sociais durante as eleições brasileiras de 2026. As informações são do SBT News.

Segundo o órgão, restrições técnicas atingiram indevidamente contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e perfis de ativistas nos Estados Unidos. A avaliação ocorre enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa denúncias de possível tratamento desigual entre as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O conselho afirmou que os mecanismos antifraude da Meta foram aplicados de maneira excessiva contra páginas de campanha de Lula. Esses sistemas funcionam como filtros automáticos para identificar atividades consideradas suspeitas, mas, na avaliação do órgão, casos desse tipo deveriam ter sido encaminhados rapidamente para uma equipe especializada, antes que as restrições provocassem efeitos indevidos.

Em comunicado, a entidade classificou a aplicação excessiva das políticas antifraude contra as contas de anúncios do presidente brasileiro como uma falha que deveria ter sido submetida à análise de especialistas internos. O documento também citou a suspensão considerada irregular da conta do grupo ativista No Kings, nos Estados Unidos.

O episódio reacende o debate sobre como as grandes plataformas digitais lidam com conteúdo político em períodos eleitorais. A moderação precisa responder a diferentes desafios, entre eles impedir fraudes e abusos sem aplicar restrições incorretas a publicações ou perfis legítimos.

A avaliação do Conselho de Supervisão, contudo, não significa, por si só, que todas as denúncias de tratamento desigual entre candidatos estejam comprovadas. O apontamento trata de falhas identificadas em mecanismos de moderação e reforça a necessidade de critérios claros e consistentes. O caso segue inserido em um contexto de questionamentos sobre a atuação das plataformas durante a campanha presidencial.

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