PL mobiliza apoiadores nas redes para fiscalizar urnas no segundo turno e cita mais de 70 mil inscritos

Partido divulgou campanha com o apresentador Thiago Asmar, o Pilhado, para recrutar voluntários antes da votação deste domingo (25)

22/10/2026 às 15h54
Por: Mateus Pereira
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Foto: Reprodução/TSE
Foto: Reprodução/TSE

O Partido Liberal (PL) intensificou a mobilização nas redes sociais para convocar apoiadores do senador Flávio Bolsonaro a atuar como fiscais de urna no segundo turno das eleições presidenciais. A iniciativa ganhou força nesta quinta-feira (22), a três dias da votação, com a divulgação de um vídeo do apresentador Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, incentivando a participação de voluntários.

A convocação foi compartilhada no canal de WhatsApp “Exército do Flávio”, que reúne cerca de 2 milhões de inscritos, segundo informações do Metrópoles. A publicação direciona os interessados a um link do Instagram oficial do PL, onde é possível acessar um site criado pelo partido para cadastrar pessoas interessadas em acompanhar a votação.

No vídeo, Pilhado defende que os apoiadores participem diretamente da fiscalização eleitoral e afirma que mais de 70 mil pessoas já haviam se inscrito. “Seja um fiscal do PL. Você pode fiscalizar. Você pode saber exatamente o que acontece na sua sessão, onde você vota”, declarou o apresentador, ao pedir que os seguidores deixem de acompanhar a mobilização apenas pelas redes e participem presencialmente.

A estratégia busca ampliar a presença de representantes ligados ao partido durante o processo eleitoral. Flávio Bolsonaro já havia defendido a iniciativa anteriormente, afirmando que gostaria de contar com apoiadores distribuídos pelo país para acompanhar os procedimentos e identificar possíveis irregularidades. A fiscalização, entretanto, não constitui evidência de fraude eleitoral, e a convocação não significa que irregularidades tenham sido comprovadas.

De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos políticos, federações e coligações podem credenciar fiscais para acompanhar a votação e a apuração. Esses representantes podem observar os procedimentos, apresentar protestos e questionar possíveis irregularidades, mas não têm autoridade para dirigir os trabalhos da seção eleitoral. A norma prevê até dois fiscais por partido, federação ou coligação em cada mesa receptora, sendo permitida a atuação de apenas um por vez.

O Metrópoles também informou que o PT incentiva seus apoiadores a atuar como fiscais de urna em uma cartilha de orientações para o segundo turno, embora não indique um canal específico de inscrição. A mobilização dos partidos ocorre na reta final da campanha, com a expectativa de ampliar a presença de representantes credenciados durante a votação de domingo (25).

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